Uma mulher de 25 anos, condenada a 1 ano e 8 meses de prisão em processo por tráfico de drogas, foi capturada na manhã desta quinta-feira (30) pela Polícia Militar, em Araçatuba (SP), após procurar atendimento médico em uma UBS (Unidade Básica de Saúde).
Ela teria procurado a unidade de saúde em função de ferimentos que teria sofrido em suposta ocorrência de violência doméstica. Porém, após se identificar com um nome falso, ela teria se irritado quando os policiais informaram que iriam tirar uma foto dela e foi necessário fazer dois disparos com arma de choque para contê-la.
Segundo o que foi relatado pelos policiais militares, o casal reside no bairro TV e o companheiro da capturada informou que ela havia bebido e teria partido para cima dele. Além disso, a mulher teria pego uma garrafa e a utilizado para se mutilar. Porém, o próprio companheiro conseguiu convencê-la a ir à UBS para tratar dos ferimentos.
Surto
Ainda de acordo com o que foi relatado, como a jovem não quis passar as informações pessoais dela para o atendimento, a Polícia Militar foi acionada. Consta que a condenada chegou a se identificar com outro nome, informando número de documentos pessoais errados.
Diante da presença dos policiais ela insistiu em desobedecer a ordem de se identificar, por isso eles informaram que iriam fazer uma foto dela. Segundo a polícia, nesse momento a capturada teve um surto e chegou a pegar uma pinça e uma tesoura.
Choque
Diante disso, foi feito um disparo de taser, que é a arma de choque, contra a jovem, mas ela continuou de pé. Houve um segundo disparo, que a derrubou porém, mesmo assim, foi necessário o uso de força física para algemá-la.
Na sequência ela foi sedada e passou por atendimento médico, pois apresentava ferimentos no pescoço, no tórax, no rosto e na boca, além de um hematoma no olho esquerdo, lesões essas causadas pela automutilação, segundo o companheiro dela.
Presa
Durante pesquisa no sistema, os policiais conseguiram confirmar a verdadeira identidade da mulher e constaram que havia contra ela, um mandado de prisão em aberto, referente a um processo por tráfico de drogas, com sentença que tramitou na Justiça de Pereira Barreto.
A reportagem apurou que a pena de prisão foi substituída em 2021 pela prestação de serviços comunitários pela metade do prazo da condenação e pagamento de multa no valor de 1 salário mínimo.
Porém, apesar de ter sido regularmente intimada, a sentenciada teria deixado de cumprir as condições impostas, por isso, a pena restritiva de direitos foi convertida em prisão no regime inicial semiaberto.
Assim, ao ser apresentada na delegacia foi formalizada a captura e a condenada permanecerá à disposição da Justiça para dar início ao cumprimento da pena.
