Um homem de 30 anos foi preso nesta quarta-feira (28) pelo GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) em Araçatuba (SP), por extorsão. Ele é acusado de pedir dinheiro para não divulgar fotos íntimas de outro homem, com o qual manteve relacionamento homoafetivo, mas que é casado.
A vítima, que tem 61 anos, procurou a polícia no final da manhã e contou que manteve um relacionamento homoafetivo com o investigado. Entretanto, de acordo com ele, ao término desse relacionamento o acusado passou a ameaçá-lo, dizendo que tinha fotos, vídeos e mensagens íntimas trocadas entre eles.
Ainda segundo o denunciante, o investigado ameaçou divulgar todo esse conteúdo à família e principalmente à esposa dele. A vítima disse ainda que temia que pessoas conhecidas do acusado atentassem contra a integridade física dele, caso não reatasse o relacionamento.
Extorsão
Segundo a vítima, após ela registrar um boletim de ocorrência eletrônico na madrugada desta quarta-feira, o acusado continuou ligando para o telefone dele e mandando mensagens pelo WhatsApp.
Inicialmente ele exigia R$ 5.000,00 para não divulgar as fotos, vídeos e conversas, mas depois aumentou o valor, passando a cobrar R$ 10.000,00. Porém, houve um acordo, combinando o pagamento de R$ 5.000,00 para que as ameaças não fossem cumpridas.
Preso
Ao serem comunicados dos fatos, os investigadores saíram em diligências acompanhados de um delegado e encontraram o acusado na casa dele. Ele confirmou que teve um relacionamento homoafetivo com a vítima, mas alegou que a vítima havia lhe oferecido R$ 10 mil para não divulgar o material comprometedor.
O investigado também confirmou aos policiais civis que possuía o material íntimo. A vítima apresentou à polícia gravações das ligações recebidas pela manhã, após o registro do boletim de ocorrência eletrônico, confirmando a extorsão.
O acusado foi preso em flagrante e apresentado no plantão policial, onde informou que não trabalha e se mantém financeiramente com a ajuda do pai. Como a pena para o crime é superior a 4 anos, não há direito à fiança. O celular do investigado foi apreendido para perícia.
