Polícia

Homem é preso após usar foice para mutilar cão

Alegou que ficou nervoso porque o animal teria tentado morder a perna dele enquanto passava de bicicleta

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
29/05/21 às 12h18
Cão ferido foi atendido em uma clínica veterinária (Foto: Divulgação)

Um lavrador de 42 anos, morador em Castilho (SP), foi preso em flagrante pela Polícia Militar na noite de sexta-feira (28) acusado de mutilar um cão, utilizando uma foice. Ele confessou o crime, alegando que teria sido atacado pelo animal momentos antes.

O crime aconteceu no assentamento Pendengo, que fica na zona rural da cidade, pouco depois das 18h. Equipe foi ao local após denúncia e encontrou a proprietária do animal, uma mulher de 31 anos.

Ela contou que o acusado é dono de um sítio dois lotes à frente do dela e que ele teria usado uma espécie de foice para atacar o animal, que foi encontrado nos fundos da residência dela.

Segundo a polícia, o animal agonizava em meio a uma grande poça de sangue, havia perdido um olho, que estava pendurado, e tinha lesão grave no lado direito do rosto.

Confessou

Os policiais foram ao sítio do lavrador, que estava no local e confessou ter mutilado o cão usando uma foice. Ele disse que ficou nervoso, já que o animal teria tentado morder a perna dele quando passava pelo local de bicicleta.

O acusado foi levado para a delegacia, enquanto outra equipe prestou os primeiros socorros ao cão, que foi levado a uma clínica veterinária. O médico veterinário que fez o atendimento estancou o sangramento, mas informou que o estado clínico do animal era crítico, com risco de morte, devido à profundidade do corte.

Foice foi apreendida pela polícia (Foto: Divulgação)

Preso

O delegado que presidiu o flagrante decidiu pela manutenção da prisão. No boletim de ocorrência ele argumentou que os animais são seres indefesos que devem ser protegidos pelos seres considerados superiores a eles e em hipótese alguma devem ser maltratados, independente da sua espécie.

“Em que pese tal premissa lógica, os casos de maus-tratos a animais são noticiados diariamente. As agressões variam entre confinamento, surras, entre outras e estas são alguns dos atos desumanos a que os animais estão sujeitos a passar. A violência a que cães, gatos e outros animais são submetidos causam além de sequelas físicas, sérios danos emocionais”, citou.

Extrema crueldade

No caso específico, o delegado argumentou que foi evidenciada não só a crueldade, mas a extrema crueldade por parte do investigado, que reagiu desproporcionalmente ao suposto ataque que teria sofrido do cão.

Em novo contato como o médico veterinário, por volta das 20h, a polícia foi informada que o ele havia sido sedado e que o ferimento se estendeu da parte superior do olho direito até o interior da boca. O animal perdeu muito sangue, corria risco de morte e permaneceria em observação.

Como a alteração da lei ampliou a pena por maus-tratos a cães e gatos a até 5 anos de prisão, o acusado não teve direito a fiança na fase policial e ficou à disposição da Justiça. A foice foi apreendida para perícia.

(Foto: Divulgação)
Animal foi transportado pela polícia até à clínica veterinária (Foto: Divulgação)
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