Um lavrador de 42 anos, morador em Castilho (SP), foi preso em flagrante pela Polícia Militar na noite de sexta-feira (28) acusado de mutilar um cão, utilizando uma foice. Ele confessou o crime, alegando que teria sido atacado pelo animal momentos antes.
O crime aconteceu no assentamento Pendengo, que fica na zona rural da cidade, pouco depois das 18h. Equipe foi ao local após denúncia e encontrou a proprietária do animal, uma mulher de 31 anos.
Ela contou que o acusado é dono de um sítio dois lotes à frente do dela e que ele teria usado uma espécie de foice para atacar o animal, que foi encontrado nos fundos da residência dela.
Segundo a polícia, o animal agonizava em meio a uma grande poça de sangue, havia perdido um olho, que estava pendurado, e tinha lesão grave no lado direito do rosto.
Confessou
Os policiais foram ao sítio do lavrador, que estava no local e confessou ter mutilado o cão usando uma foice. Ele disse que ficou nervoso, já que o animal teria tentado morder a perna dele quando passava pelo local de bicicleta.
O acusado foi levado para a delegacia, enquanto outra equipe prestou os primeiros socorros ao cão, que foi levado a uma clínica veterinária. O médico veterinário que fez o atendimento estancou o sangramento, mas informou que o estado clínico do animal era crítico, com risco de morte, devido à profundidade do corte.
Preso
O delegado que presidiu o flagrante decidiu pela manutenção da prisão. No boletim de ocorrência ele argumentou que os animais são seres indefesos que devem ser protegidos pelos seres considerados superiores a eles e em hipótese alguma devem ser maltratados, independente da sua espécie.
“Em que pese tal premissa lógica, os casos de maus-tratos a animais são noticiados diariamente. As agressões variam entre confinamento, surras, entre outras e estas são alguns dos atos desumanos a que os animais estão sujeitos a passar. A violência a que cães, gatos e outros animais são submetidos causam além de sequelas físicas, sérios danos emocionais”,
citou.
Extrema crueldade
No caso específico, o delegado argumentou que foi evidenciada não só a crueldade, mas a extrema crueldade por parte do investigado, que reagiu desproporcionalmente ao suposto ataque que teria sofrido do cão.
Em novo contato como o médico veterinário, por volta das 20h, a polícia foi informada que o ele havia sido sedado e que o ferimento se estendeu da parte superior do olho direito até o interior da boca. O animal perdeu muito sangue, corria risco de morte e permaneceria em observação.
Como a alteração da lei ampliou a pena por maus-tratos a cães e gatos a até 5 anos de prisão, o acusado não teve direito a fiança na fase policial e ficou à disposição da Justiça. A foice foi apreendida para perícia.