O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 42 anos e 6 meses de prisão, Laire Antônio Neves Feltrin, pelo assassinato do casal Egídio Ribeiro, 56 anos, e Clarice Miranda Ribeiro, 55, crime ocorrido em 5 de outubro de 2014, no bairro Jussara.
O julgamento aconteceu no Fórum de Araçatuba, com início às 9h de quarta-feira e terminou somente por volta das 2h desta quinta-feira (25). Os jurados acataram na íntegra a denúncia, que foi defendida em plenário pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho.
A sentença foi proferida pelo juiz Danilo Brait, que presidiu o júri e não concedeu ao réu é o direito de responder em liberdade. Ele determinou o regime fechado para início do cumprimento da pena e Feltrin já aguardava o julgamento preso. A Promotoria de Justiça já decidiu que não recorrerá da decisão.
Trio
Esse julgamento encerra o caso em primeira instância na Justiça de Araçatuba. Em 2017 o Tribunal do Júri já havia condenado Carlos Alberto Sales, o Carlinhos Roxo, por ser o mandante do crime, e Emerson Ferreira de Brito, acusado de ter levado Feltrin até à residência do casal.
No caso deles, a sentença transitou em julgado neste ano, após o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) acatar recurso da defesa e reconhecer a continuidade delitiva, reduzindo as penas que haviam sido determinadas em primeira instância.
Duplo homicídio
O duplo homicídio aconteceu na residência do casal, porém, o alvo seria um filho de Egídio e Clarice, que teve um relacionamento amoroso com a filha de Carlinhos Roxo. Após o rompimento ele teria passado a importuná-la, por isso o pai dela teria contratado os outros dois réus para matá-lo.
Consta na denúncia que Brito levado Feltrin à casa das vítimas em uma picape. O filho do casal estava na calçada da residência e ao vê-los, correu para dentro de casa e se escondeu em um quartinho nos fundos.
Feltrin foi atrás dele, se deparou o com o casal e atirou nos dois. Egídio foi encontrado caído na varanda e a Clarice no corredor, próximo ao banheiro. Eles não resistiram aos ferimentos e os réus foram presos durante a investigação. Os três foram denunciados e condenados por duplo homicídio duplamente qualificado.
