Polícia

Mãe defende aluno suspenso após ser flagrado fumando maconha no banheiro de escola em Araçatuba

Disse que a escola deveria entender a natureza da dependência do adolescente, que tem 15 anos

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
27/09/22 às 18h36

A mãe de um estudante de 15 anos, matriculado em uma escola estadual de Araçatuba (SP), criticou a direção da instituição por ter punido o estudante após ele ser flagrado fumando maconha no banheiro, durante a aula.

O caso foi comunicado à polícia após a vice-diretora ser ameaçada pelo próprio estudante, quando ele retornou para a escola após o período de suspensão. O retorno aconteceu na última quarta-feira (21), mas o boletim de ocorrência foi registrado na delegacia apenas no domingo (25).

Nele, a vice-diretora relatou que recebeu o aluno de volta por volta das 19h30, após o período de suspensão. Pelas normas da escola, ele deveria ter se reapresentado na companhia da mãe dele, porém, estava sozinho.

Ao ser comunicado que ela precisava assinar a notificação, por ele ser menor de 18 anos, o estudante teria se revoltado e passado a maltratar a vice-diretora.

Mãe

Ainda de acordo com a vice-diretora, a mãe do adolescente teria comparecido na escola em seguida e passado a defender a atitude do aluno, argumentando que o filho dela seria viciado em maconha e a escola deveria compreender a natureza da dependência dele.

Segundo a vice-diretora, ela passou a explicar as regras de acolhimento dos alunos para manter o ambiente harmonioso e durante a conversa, o aluno teria passado a proferir xingamentos e ameaças.

Ainda de acordo com a vítima, enquanto ela acompanhava o estudante e a mãe dele até o portão da escola, a mulher disse que irá matricular o filho dela no período da manhã no ano que vem e também irá se matricular no EJA (Educação de Jovens e Adultos), e que a escola terá que “engolir ambos”.

Por fim, foi relatado à polícia que quando o estudante estava do lado de fora do prédio, ele passou a chutar o portão da escola e fazer novos xingamentos. O caso foi registrado como injúria e ameaça e será investigado.

Providências

A reportagem procurou a Secretaria da Educação do Estado, que informou por meio de nota que repudia todo tipo de ato violento verbal ou físico dentro e fora das escolas. Sobre essa ocorrência específica, a Pasta informou que um supervisor da Diretoria de Ensino irá até a unidade para apuração e prestar as orientações necessárias junto à equipe gestora.

"A Pasta prestará todo apoio à funcionária, oferecendo também o apoio do Programa Psicólogos na Educação. A equipe do Conviva SP vai atuar com medidas restaurativas que preservem o direito à educação", finaliza a nota.

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