Foi embora
Segundo a manicure, por medo das ameaças ela tirou as crianças de casa, ficando apenas uma filha, de 7 anos, na casa de uma amiga. No início da noite ela teria encontrado um amigo, contado o que havia ocorrido e ele teria lhe emprestado o revólver calibre 38, carregado com seis munições intactas.
A manicure disse que aceitou a arma para se defender, se necessário, e permaneceu na casa da amiga. Porém, por volta das 23h, a filha que estava com ela teria pedido para comer um macarrão instantâneo.
Ela teria ido sozinha para casa dela pegar o macarrão e, quando estava no interior do imóvel, a vizinha a teria chamado, passado a xingá-la e passar uma faca no portão da casa.
Ao sair na rua, com a arma na cintura, ela teria sido atacada pela vizinha, que ainda estava com a faca na mão. Para se defender, a manicure disse que sacou o revólver e deu um tiro na perna da vítima.
Briga
Na versão dela, mesmo ferida a vítima teria continuado a atacá-la, por isso atirou novamente, desta vez acertando um dos pés da vizinha. Elas ainda teriam entrado em corporal.
Enquanto a vítima tentava desarmá-la e houve novo disparo, mas não sabe dizer onde a vizinha foi atingida.
A manicure disse que foi segura pela vítima, que afirmou que só a soltaria caso entregasse o revólver. Por fim, ela alegou que após conseguir entregar a arma à filha dela, foi solta e em seguida correu, pegou o revólver de volta com a criança e fugiu.
A investigada falou para a polícia que está arrependida e decidiu procurar o advogado, demonstrando interesse em se apresentar e entregar o revólver, que foi apreendido e será periciado.
Vítima
Como a vítima permanecia internada nesta quarta-feira, ela ainda não foi ouvida. O caso foi registrado como tentativa de homicídio e, como se apresentou espontaneamente, a manicure responde ao inquérito em liberdade.
