O menino que sofreu um ferimento na cabeça após uma queda na escola onde estuda em Araçatuba (SP), na semana passada, tem 2 anos de idade. A informação foi passada pela mãe dele, que procurou a polícia na terça-feira (18), após a notícia de que a professora dele havia sido afastada por ter agredido outra criança, um menino autista de 3 anos.
A mulher contou à polícia que ao buscar o filho dela na escola, na sexta-feira (14), o recebeu com um hematoma na testa. Segundo a mãe do menino, na ocasião uma cuidadora informou que a criança teria sofrido uma queda de uma caixa de brinquedos e batido a cabeça contra o chão.
Ela disse que recebeu uma notificação de acidente e assinou, mas na segunda-feira (17), tomou conhecimento de que a professora do filho dela teria agredido outra criança que frequenta a mesma instituição de ensino, caso que ganhou repercussão no âmbito escolar.
Chamada
De acordo com ela, na manhã de terça-feira ela foi chamada na escola pela diretora, que esclareceu que o hematoma na testa do filho não foi decorrente de uma queda, mas sim, de um incidente que teria ocorrido no interior da sala de aula, envolvendo a professora investigada.
Ainda segundo o que foi relatado, a diretora informou que a professora teria retirado um brinquedo das mãos da criança de forma abrupta e, ao puxá-lo, o filho dela caiu e bateu a cabeça, vindo a sofrer a lesão na testa.
A ação foi gravada pelas câmeras do circuito de monitoramento interno da escola e as imagens devem ser disponibilizadas para a polícia para análise.
Investigação
Após o registro da ocorrência o delegado determinou que fosse expedida requisição para que o menino passasse por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal), o qual deve atestar a gravidade da lesão.
A mãe da criança quer que sejam adotadas as medidas cabíveis, com a eventual responsabilização penal por parte da professora. Ela já é investigada por lesão corporal contra outro menino de 3 anos, que é autista.
Nesse caso, a investigada teria sido vista na segunda-feira pelas câmeras de monitoramento, colocando a vítima em um canto da sala de aula e dando tapas no rosto dela. A diretora disse que diante da cena, correu para a sala de aula e, ao abrir a porta, o menino correu na direção dela e a abraçou. Ele estaria com o nariz sangrando.
Afastada
A Prefeitura divulgou nota informando que a professora investigada foi afastada das atividades em sala de aula, como medida preventiva e de proteção aos estudantes. Também haverá apuração administrativa, com a análise das imagens e das demais informações disponíveis, assegurando o direito de defesa e o devido processo legal, segundo a Secretaria Municipal de Educação.
A secretaria ressalta ainda que não compactua com qualquer forma de violência, agressão, constrangimento ou tratamento inadequado contra estudantes, especialmente crianças e adolescentes que necessitam de atenção e cuidados específicos. “A proteção dos alunos e a garantia de um ambiente escolar seguro, acolhedor e respeitoso são princípios inegociáveis da rede municipal de ensino” , afirma.
