Polícia

Morador em Guararapes é morto a tiros em Araçatuba

Estava na casa da namorada, com os filhos dela, na hora que foi baleado; suspeito do crime é o pai das crianças, que negou a autoria

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
11/07/21 às 10h54

Welliner Carlos Alves, 46 anos, morador na Vila Medeiros, em Guararapes (SP), foi morto a tiros na noite de sábado (10) em Araçatuba. Ele estava na casa da namorada, no residencial Águas Claras, quando foi baleado. O suspeito do crime é o ex-companheiro dela, que negou.

Segundo a polícia, o chamado para atendimento à ocorrência de disparo de arma de fogo foi feito pouco antes das 22h. A informação passada foi de que os tiros teriam ocorrido em uma casa na rua João dos Santos Lima, mas a vítima estaria caída em outra casa, na rua Padre Ângelo Rudelo, que é paralela.

A moradora no local onde o corpo foi encontrado disse que após ouvir disparos de arma de fogo dos fundos de casa, saiu para o quintal e viu um homem sobre o muro. De acordo com ela, esse homem sangrava muito e caiu no quintal.

Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram enviadas ao local, onde foi constatado o óbito e feita a preservação da área para a realização de perícia.

Ciúmes

Os policiais militares foram até à casa onde teriam sido feitos os disparos e encontraram a namorada da vítima, uma mulher de 36 anos. Ela contou que havia se separado do marido com quem tem dois filhos havia 25 dias, estava se relacionando amorosamente com Alves havia uma semana e o convidou para um churrasco na casa dela.

Ainda segundo a mulher, enquanto estavam em casa ela deixou o namorado com os dois filhos, sendo um menino de 11 anos e uma menina de 7 anos, e foi comprar refrigerante.

Ela contou que quando estava no bar ouviu disparos de arma de fogo vindos da casa dela, retornou rapidamente e não encontrou o namorado. A mulher disse que os filhos dela estavam trancados em um quarto e relataram que o pai deles havia aparecido armado e atirado em Alves.

Ameaças

A mulher disse que ao sair na rua soube por populares que o namorado dela havia sido baleado e estava caído no quintal da casa da vizinha. Ela contou ainda que soube que a vítima vinha sofrendo ameaças de morte por parte do investigado.

Os policiais que atenderam a ocorrência relataram que o filho do suspeito confirmou na presença da mãe que havia visto o pai dele descer da garupa de uma moto, entrar na casa e atirar em Alves, fugindo em seguida na mesma moto.

A menina também teria dito na presença da mãe que havia visto o pai entrar na casa e dar tiros na vítima.

Negou

Os policiais encontraram o investigado, que é pedreiro e tem 36 anos, na casa dele, no bairro Verde Parque, distante cerca de um quilômetro do local do crime. Questionado ele respondeu que não havia matado ninguém e na casa dele não foi encontrada nenhuma arma de fogo ou outro objeto ilícito.

O suposto condutor da moto não foi localizado e nem o veículo que teria sido usado no crime. O investigado foi levado ao plantão policial, onde novamente negou a autoria do homicídio. Ouvidas na presença da mãe pelo delegado, os filhos dela mudaram a versão.

O menino declarou viu uma pessoa fazendo os disparos, mas ela usava capacete e não deu para ver quem era, enquanto a menina disse que não presenciou o crime. Os policiais não souberam que tipo de arma de fogo teria sido usado, pois não encontraram nenhuma cápsula que pudesse indicar calibre e outras especificações. 

Sem provas

A polícia encontrou uma pessoa que relatou ter visto o atirador. Ela disse informalmente que ele vestia uma camisa preta de manga longa e uma calça de cordão. Essas roupas que não foram encontradas na casa do suspeito, que disse não possui celular para ser apreendido.

Ele alegou ainda que não sabe atirar, que a moto que possui está parada há algum tempo e que não foi o mandante do crime. Como a mãe das crianças também negou em depoimento ter presenciado o homicídio, alegando apenas ter ouvido os disparos vindos da direção de sua casa, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu por não decretar a prisão do investigado.

Entretanto, ele requisitou a realização de exame residuográfico no pedreiro e um inquérito será instaurado.

O corpo de Alves foi recolhido por funcionários de uma empresa funerária após a conclusão da perícia e encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico. Com ele foi encontrada uma carteira com documentos e um celular que foi apreendido para perícia.

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