Polícia

Mulher acusa empreiteiro de agressão ao cobrar dívida de marmitas

Acusado ficou devendo a entrega referente a um mês, somando R$ 2 mil, e disse que não vai pagar

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
13/04/20 às 11h11

Uma mulher de 37 anos, moradora no bairro Concórdia, em Araçatuba (SP), foi agredida com uma cabeçada e socos na noite de domingo (12), ao cobrar de um empreiteiro, uma dívida de R$ 2 mil.

O filho dela, um estudante de 17 anos, que a acompanhava, tentou intervir em favor da mãe e também foi empurrado. O acusado é um homem de 44 anos, morador no residencial Porto Real 2.

A vítima disse à polícia que foi até à residência do acusado por volta das 21h, para receber o valor referente ao fornecimento de marmitas ao acusado.

Ela contou que forneceu as marmitas no período em que empreiteiro trabalhava na construção de um prédio em Araçatuba e que ele ficou devendo o pagamento de um mês, totalizando os R$ 2 mil.

Prometeu pagar

A mulher disse à polícia que vinha cobrando o acusado na casa dele e que foi ao imóvel na noite de domingo, porque ele enviou uma mensagem dizendo que iria saldar a dívida.

Quando a vítima chegou na casa do empreiteiro de moto, trazendo o filho na garupa, o encontrou na calçada.

De acordo com ela, ao informar que queria receber o valor devido, o acusado disse que não tinha dinheiro para saldar a dívida, mas ela insistiu que precisava receber.

Diante da cobrança, o empreiteiro ficou alterado, passou a xingá-la e em seguida deu uma cabeçada que acertou o nariz e a testa da vítima, que com o golpe, caiu ao chão.

Descontrolado

Não satisfeito, o acusado se jogou sobre a mulher e passou e agredi-la com socos na boca e no peito. O estudante tentou socorrer a mãe, mas foi agarrado e empurrado pelo acusado, que só parou de agredi-la com a intervenção de populares que presenciaram a cena.

Enquanto a vítima era socorrida, o acusado fez ameaças, dizendo para ela não se assustar se um dia desses for atropelada.

Negou

De acordo com a polícia, a mulher apresentava lesões com sangramento e representou criminalmente contra o acusado, que negou as agressões, alegando que ele foi ameaçado pela vítima.

Ela passaria por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) após atendimento médico e um boletim de ocorrência de lesão corporal, ameaça e injúria foi registrado.

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