Camila Espinhara da Silva, 27 anos, foi presa pela Polícia Militar na tarde desta quarta-feira (22) em Birigui (SP). Ela foi condenada a 4 anos, 10 meses e 20 dias por integrar uma quadrilha especializada em furtos em série praticados em estabelecimentos comerciais, principalmente supermercados, em diversos municípios do interior do Estado.
O grupo que foi alvo da Operação Furo Certo da Polícia Civil, em janeiro de 2020, teria cometido pelo menos 28 furtos em estabelecimentos comerciais de acordo com a denúncia.
O mandado de prisão cumprido nesta tarde é referente e ação que tramitou na Justiça de Flórida Paulista e o regime inicial para o cumprimento da pena é o fechado. A ré foi presa na casa dela, na rua Pedro Vendramine, no Parque Residencial América.
Após o marido dela ser comunicado da prisão, ela foi apresentada no plantão policial em Araçatuba e após o registro da ocorrência seria encaminhada à penitenciária feminina de Tupi Paulista, onde permanecerá a disposição da Justiça.
Furtos
Consta no relatório do recurso contra condenação em primeira instância julgado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em 20 de abril, que Camila teria se associado a outras pessoas para praticarem em furtos em estabelecimentos empresariais em cidades como Salmourão, Lucélia, Flórida Paulista, Mirandópolis e Lavínia.
O grupo teria as tarefas divididas organizadamente, os integrantes pesquisavam e decidiam quais seriam os estabelecimentos alvos dos delitos. Eles utilizariam um veículo GM Astra de propriedade de Camila, que geralmente transitava por vias sem monitoramento de câmeras.
Durante a ação, a ré e um comparsa permaneciam no automóvel e faziam a vigília para os demais integrantes do grupo, que invadiam os estabelecimentos mediante arrombamento. O produto do crime era dividido entre eles, segundo a denúncia.
No caso de Flórida Paulista, os alvos teriam sido um supermercado e uma loja de conveniência, invadidos na madrugada de 28 de agosto de 2019. De um dos estabelecimentos teriam sido furtados R$ 6.500,00 em dinheiro que estavam em um cofre e do outro, R$ 700,00 e uma caixa de som portátil.
Para invadir um dos prédios, o telhado e o forro foram danificados e no outro furto, uma porta de vidro foi arrombada.
28 cidades
Durante a investigação, a polícia de Flórida Paulista em contato com a polícia de outros municípios, tomou conhecimento da existência de furtos semelhantes em 28 municípios da região. Os réus foram identificados graças à análise das linhas telefônicas deles, que se comunicaram naquela madrugada, quando estavam na cidade.
Em janeiro de 2020 a Polícia Civil deflagrou a Operação "Furo Final" para cumprimento de mandados de busca nas residências de quatro investigados nas cidades de Brejo Alegre, Birigui e Araçatuba.
Na casa de Camila foi apreendida uma máscara exibida por ela na foto de perfil em rede social e celulares confirmando que eles se relacionavam.
Consta ainda na denúncia que a ex-namorada de um dos réus confessou a prática de diversos furtos em Lucélia, Rancharia, Valparaíso, Martinópolis e Bento Abreu, com a participação de Camila atuando como olheira, utilizando o carro dela.
Descumpriu
Consta na ação que durante o processo a ré foi beneficiada pela prisão domiciliar, mas descumpriu as cautelares de comparecimento a todos os atos do processo e a comunicação ao juízo quando da alteração de residência.
“À míngua do conteúdo do art. 318-A, CPP, a ré não objetivou os cuidados de seus filhos menores, tanto que descumpriu a medida que amparava sua prisão domiciliar, deferida para cuidar deles. Por isso, entendo presente a hipótese excepcionalíssima que recomenda a determinação de sua custódia cautelar”, consta na decisão.
Foi decretada a prisão preventiva dela, mas em seguida, após a prolatação da sentença, a Justiça foi informada do novo endereço de Camila e foi comprovado que ela estava grávida, por isso, a prisão preventiva havia sido revogada, para ela aguardar o julgamento do recurso em liberdade.
