Confirmou
Uma testemunha confirmou em depoimento que a investigada gritava pelo corredor do prédio dizendo que a consulta dela estava agendada para as 8h e ainda não tinha sido chamada.
Em seguida, ela teria dito: "o gorila que estava na recepção de entrada da UBS não sabe trabalhar" , referindo-se ao funcionário que havia pedido a ela que aguardasse.
A testemunha contou à polícia que pediu à mulher que ficasse calma, que colocasse a máscara, pois ela estava sem, e deixou o local.
Entretanto, passado um tempo outra funcionária a levou novamente na sala dela, dizendo que ela não poderia chamar o funcionário de macaco, mas ela teria declarado: "e não é o que ele é?".
Essa segunda testemunha decidiu chamar a Guarda Municipal após surpreender a dona de casa no corredor, logo atrás da vítima, fazendo gestos e imitando um macaco.
Quieta
O Hojemais Araçatuba apurou que a investigada optou por se manifestar apenas em juízo e o delegado responsável pela ocorrência, após ouvir as partes, enquadrou a atitude como crime de injúria racial.
Ele arbitrou fiança de R$ 1.200,00 e a acusada foi mantida em uma cela do plantão policial até o dinheiro ser apresentado por uma filha dela.
Um inquérito será instaurado e, em caso de condenção, a pena varia de 1 a 3 anos de prisão.
