Polícia

Mulher é presa após chamar funcionário de UBS de macaco

"O gorila que estava na recepção de entrada da UBS não sabe trabalhar", teria dito referindo-se ao funcionário

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
17/09/20 às 15h49

Uma dona de casa de 53 anos, moradora no bairro Vista Verde, em Araçatuba (SP), foi presa nesta quinta-feira (17), após chamar um funcionário de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) de macaco. Ela pagou R$ 1.200,00 de fiança para responder pelo crime em liberdade.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu na unidade do bairro Umuarama, pouco depois das 8h, tendo como vítima um homem de 63 anos de idade, que é servidor municipal.

Os guardas municipais que atenderam a ocorrência relataram que a vítima era responsável pelo atendimento ao público e foi abordada pela dona de casa, que perguntou sobre o agendamento das 8h.

O funcionário pediu à acusada que aguardasse do lado de fora do prédio, devido às medidas adotadas para a prevenção do novo coronavírus, e depois foi para outro posto de atendimento.

Ameaça

Ao ser atendida por outra funcionária, a dona de casa teria dito que a vítima era um macaco, um gorila e não servia para nada.

Em seguida, teria se aproximado do funcionário, que estava de costas, e imitado o andar de um macaco, gesto que teria sido testemunhado por outras pessoas que estavam em atendimento.

O caso foi comunicado à Guarda Municipal, que mandou equipe ao local e apresentou a dona de casa e as testemunhas no plantão policial.

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Confirmou

Uma testemunha confirmou em depoimento que a investigada gritava pelo corredor do prédio dizendo que a consulta dela estava agendada para as 8h e ainda não tinha sido chamada.

Em seguida, ela teria dito: "o gorila que estava na recepção de entrada da UBS não sabe trabalhar" , referindo-se ao funcionário que havia pedido a ela que aguardasse.

A testemunha contou à polícia que pediu à mulher que ficasse calma, que colocasse a máscara, pois ela estava sem, e deixou o local.

Entretanto, passado um tempo outra funcionária a levou novamente na sala dela, dizendo que ela não poderia chamar o funcionário de macaco, mas ela teria declarado: "e não é o que ele é?".

Essa segunda testemunha decidiu chamar a Guarda Municipal após surpreender a dona de casa no corredor, logo atrás da vítima, fazendo gestos e imitando um macaco.

Quieta

O Hojemais Araçatuba apurou que a investigada optou por se manifestar apenas em juízo e o delegado responsável pela ocorrência, após ouvir as partes, enquadrou a atitude como crime de injúria racial.

Ele arbitrou fiança de R$ 1.200,00 e a acusada foi mantida em uma cela do plantão policial até o dinheiro ser apresentado por uma filha dela.

Um inquérito será instaurado e, em caso de condenção, a pena varia de 1 a 3 anos de prisão.

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