Polícia

Mulher é presa por participar da morte de mulher que teve o corpo incinerado em Araçatuba

Teria segurado Franciele Amanda de Oliveira enquanto o autor do crime usou uma corda para enforcá-la após esfaqueá-la

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
06/08/23 às 22h18
Franciele Amanda de Oliveira desapareceu em 14 de junho e restos mortais foram encontrados dias depois (Foto: Reprodução)

A Polícia Militar de Araçatuba (SP) cumpriu no sábado (5), o mandado de prisão temporária contra uma mulher acusada de participação no assassinato de Franciele Amanda de Oliveira, 37 anos, cujos restos mortais foram encontrados no início de julho, incinerados, em um terreno no bairro Chácaras TV.

Em 25 de julho a Polícia Militar havia prendido dois homens acusados de participação no crime , os quais também tiveram os mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça, a pedido da Polícia Civil. O inquérito que investiga o caso foi instaurado pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), que apontou que o crime teria sido motivado por ciúmes.

O acusado pela morte de Franciele é um homem que manteve relacionamento amoroso com ela. A vítima desapareceu em 14 de junho, quando saiu de casa para ir à casa do acusado para consumirem entorpecentes. Em depoimento, esse investigado alegou que a vítima não teria gostado da presença de outra mulher na casa.

Eles discutiram, ela teria jogado uma garrafa de “Corote”, no rosto dele, e em seguida feito ameaças. Diante disso, o acusado disse que esfaqueou Franciele, que não morreu. Ele entao utilizou uma corda para enforcá-la e em seguida pediu a ajuda a um amigo que também estava na casa, e que também está preso, para carregar o corpo com uma carriola até o terreno, onde ele foi incinerado dentro de um pneu.

Mulher

Segundo o que foi apurado pela reportagem, a mulher que foi presa no sábado também estava na residência onde ocorreu o crime naquele dia. Ela teria presenciado a facada e segurado a vítima enquanto o acusado pelo feminicídio pegou a corda para enforcá-la.

Ainda de acordo com o que foi apurado, a investigada foi localizada escondida em uma residência abandonada, na rua Judith Marcharetti. Ao prestar declarações, ela alegou que teria sido ameaçada para segurar Franciele enquanto ela era enforcada. A investigada também negou ter participado da ocultação do cadáver.

O inquérito seguirá em andamento para outras diligências e a polícia aguarda o laudo do exame no local onde os restos mortais foram encontrados e o resultado DNA que irá confirmar a identificação da vítima.

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