O pedreiro Givanildo Vieira dos Santos, 31 anos, morreu no desabamento das paredes de uma construção no bairro Concórdia 3, em Araçatuba (SP), na tarde desta terça-feira (3).
Ele trabalhava no local quando a estrutura caiu, provavelmente pela força do vento. Outros dois homens que trabalhavam no local não se feriram.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o chamado para atendimento à ocorrência aconteceu pouco depois das 16h, na avenida Antônio Cavazzana. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também foi para o local junto com as equipes de resgate.
O médico da unidade teria confirmado a morte e o local foi isolado para a realização de perícia, que foi concluída por volta das 17h. O trabalho foi atrasado porque havia risco de queda da parede que ficou de pé na construção.
Após os bombeiros amarrarem cordas nessa parede, os peritos usaram capacetes para fotografar o cadáver no local do acidente. Assim que o trabalho foi concluído e o corpo removido, os bombeiros derrubaram parte da parede.
O cadáver foi recolhido por funcionários de uma empresa funerária e levado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico e a construção foi avaliada por equipe da Defesa Civil Municipal, que poderá condená-la.
Alagoas
A reportagem do Hojemais Araçatuba conversou com familiares de Santos que foram ao local do acidente após serem informados da morte. Estavam presentes um irmão e um sobrinho da vítima.
Eles contaram que vieram do Estado de Alagoas para trabalhar em Araçatuba na construção civil. Havia quase um mês que Santos trabalhava nessa obra que aparentemente seriam dois imóveis comerciais.
A construção tem um terreno vazio ao lado e, por ser uma área aberta, o vento derrubou a parede lateral do primeiro barracão. Essa parede caiu sobre a que separava os dois salões, fazendo com que essa, por sua vez, caísse sobre Santos, que morreu no local.
Os outros dois trabalhadores estavam sobre andaimes, por isso não foram atingidos. Eles acionaram o resgate.
Trabalhador
A reportagem também encontrou uma pessoa que teve um salão construído pela vítima recentemente, no mesmo quarteirão da mesma avenida. “Faz um mês que ele acabou de construir a nossa área de lazer e veio para cá. Era muito trabalhador”, declarou.
Os responsáveis pela construção não foram encontrados para falar sobre as providências que serão tomadas.