Polícia

Pedreiro tenta defender prima e é agredido com paulada no rosto

Mulher pediu ajuda ao marido da prima após ser ameaçada de morte pelo companheiro, que foi preso

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
03/08/20 às 12h29

Um desempregado de 38 anos foi preso na tarde de domingo (2), em Araçatuba (SP), acusado de ameaçar a companheira dele e agredir o marido da prima dela com um golpe de madeira no rosto. A vítima teve ferimento grave e poderia passar por cirurgia.

Segundo a mulher, o acusado queria que ela lhe desse R$ 2 mil, dinheiro que seria para pagar por um revólver que ele alegou ter comprado. 

A prisão aconteceu no final da tarde, feita por policiais que foram à residência do casal, na rua José Cazerta, Jardim TV, em atendimento a ocorrência de agressão. Eles foram recebidos pela vítima, uma copeira de 42 anos.

Ela disse que convive há aproximadamente dois meses com o desempregado, que veio do Rio de Janeiro. No domingo, ao chegar do trabalho, ela o encontrou na casa com outro homem.

Ao vê-la, o investigado pediu R$ 2 mil, que seria para pagar por um revólver que ele havia comprado de outro homem. Segundo a copeira, o acusado disse que se não desse o dinheiro, ele a mataria.

A mulher disse a ele que iria buscar o dinheiro, mas ao sair de casa, correu para a casa de uma prima e pediu ajuda.

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Paulada

O marido dessa prima, um pedreiro de 43 anos, foi à residência do acusado para pedir que ele fosse embora. Houve discussão e ele foi agredido no rosto com um pedaço de madeira, sofrendo ferimento no queixo.

Quando os policiais chegaram na residência, ele havia sido socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado para a Santa Casa.

Os policiais fizeram contato com o hospital e foram informados que o paciente sofreu ferimento grave, não seria liberado e provavelmente passaria por cirurgia.

Preso

O desempregado foi detido no local, levado para a delegacia, onde a mulher contou que passou a ser ameaçada de morte pelo companheiro desde que ele ficou sabendo que ela tinha dinheiro guardado da venda de um apartamento.

Ela representou criminalmente contra o acusado e pediu as medidas protetivas de urgência, com base na lei Maria da Penha, obrigando o companheiro a sair da casa dela, proibindo ele de se aproximar ou fazer contato por qualquer meio com ela.

O delegado plantonista arbitrou fiança de R$ 1.000,00 ao acusado, que não apresentou o dinheiro e ficou à disposição da Justiça.

A polícia tentou contato com uma irmã dele, de Campos de Goitacazes (RJ), para informar sobre a prisão, mas ela não respondeu aos telefonemas.

A vítima deve passar por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) após deixar o hospital.

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