A Polícia Civil de Araçatuba (SP) apreendeu dois adolescentes, um com 15 anos e outro com 14 anos, investigados por possível envolvimento em ameaça de massacre em uma escola estadual da cidade, feita no início da semana, depois do atentado por outro adolescente que vitimou uma professora em São Paulo.
As ações aconteceram entre ontem e esta sexta-feira (31), para o cumprimento a dez mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Os alvos foram sete adolescentes e uma criança de 11 anos, com a qual foi apreendida uma réplica de uma pistola.
Também foram apreendidos os celulares de duas adolescentes investigadas por manter contato com o suposto mentor do massacre, o adolescente que completou 15 anos neste mês e que foi apreendido ontem.
A investigação foi coordenada pela DIG/Deic (Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Gerais), que após a instauração de inquérito com base na denúncia, levantou informações sobre os supostos simpatizantes que poderiam colaborar para massacres como o ocorrido na Vila Sônia, em São Paulo.
Buscas
Por volta das 11h de quinta-feira as equipes da DIG, da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Deic saíram às ruas para dar cumprimento a seis mandados de busca, à procura de provas sobre o planejamento do suposto atentado na escola estadual Nilce Maia Souto Melo.
Na casa do adolescente de 15 anos, suspeito de ser o autor da divulgação do anúncio do possível massacre, os policiais encontraram um caderno com conversas e símbolos nazista e racista. Também havia conversas do tipo no celular dele, que tinha participação ativa em vários grupos de redes sociais relacionados ao tema.
Menina
Foram feitas buscas na residência de uma adolescente de 15 anos, que mantinha contato com ele, e no celular dela havia conversas sobre mortes, por isso o aparelho foi apreendido para ser periciado.
O menino e a menina foram apresentados no plantão policial acompanhados dos responsáveis. A adolescente foi liberada após o registro e o delegado que presidiu a ocorrência representou pela apreensão do adolescente.
Para a autoridade policial, a conduta dele foi tipificada pelo ato infracional semelhante aos crimes de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, com pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa; e fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo, que tem pena de até 5 anos de prisão.
De acordo com o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba , o pedido de internação foi apresentado à Promotoria da Infância e Juventude, que foi favorável, e a Vara da Infância e da Juventude determinou a apreensão. Após ser ouvido, ele foi encaminhado a uma unidade da Fundação Casa.
