A Polícia Civil de Penápolis (SP) cumpriu nesta quarta-feira (29), o mandado de prisão preventiva de uma mulher de 50 anos, que foi denunciada pelo Ministério Público pelo crime de estelionato e a denúncia foi aceita pela Justiça.
A prisão é resultado de inquérito instaurado pelo 1º Distrito Policial, presidido pelo delegado Thales Eduardo Anhesini, para investigar um golpe aplicado na venda de um terreno.
A investigação teve início após uma pessoa procurar a delegacia para denunciar que havia sido convencida a adquirir um terreno localizado nas proximidades do bairro Santa Leonor e realizar a transferência de R$ 60.000,00 por Pix, como parte do pagamento pelo imóvel.
Segundo a polícia, a vítima contou que conhecia a investigada por ter realizado negociações anteriores com ela, envolvendo a compra de uma moto. Assim, acreditou que ela realmente estaria autorizada negociar o terreno.
Desculpas
Porém, nesse caso, após receber o dinheiro, a suposta corretora passou a apresentar diversas justificativas para não concluir a venda, nem devolver os valores recebidos.
A vítima relatou que durante meses ficou na expectativa de ressarcimento do valor repassado, até que soube que outras pessoas haviam passado pela mesma situação e percebeu que havia sido enganada.
Ao decidir procurar a Polícia Civil, a vítima tomou conhecimento de que essa mesma mulher já era investigada por negociar bens que não pertenciam a ela, induzindo os compradores em erro para obter vantagem financeira ilícita.
Provas
Segundo o que foi apurado pela reportagem, nesse caso, a investigação conseguiu amplo conjunto de provas, que inclui declarações da vítima, comprovantes bancários das transferências e extração e perícia das conversas mantidas por aplicativo de mensagens.
Também foi confirmada a titularidade da linha telefônica utilizada nas negociações e a conta bancária que recebeu os valores, além de outros elementos que demonstraram a participação direta da investigada na fraude, de acordo com a polícia.
Segundo o que foi apurado, a perícia confirmou a autenticidade das mensagens, evidenciando que a agora ré conduziu toda a negociação, forneceu a chave Pix para receber o dinheiro e, após o pagamento, passou apenas a adiar a devolução dos valores, sem apresentar qualquer documentação que legitimasse a suposta venda do imóvel.
Negou
Ao ser ouvida em declarações, a investigada negou a prática do crime, sob argumento de apenas intermediava a negociação do terreno para um terceiro. Porém, a polícia conseguiu localizar essa pessoa indicada por ela, a qual desmentiu a versão.
Essa pessoa afirmou que nunca houve qualquer negociação envolvendo o terreno mencionado, declarando que manteve com a investigada, apenas negociações relacionadas à compra e venda de veículos.
Indiciada
Segundo a polícia, a mulher foi intimada a comprovar a alegada transferência dos valores recebidos para essa pessoa, mas não se manifestou. Diante das provas produzidas, o delegado concluiu o inquérito policial e representou pela decretação da prisão preventiva.
Foi levado em consideração os diversos registros anteriores envolvendo crimes patrimoniais que teriam sido praticados da mesma forma, o que evidencia risco concreto de reiteração criminosa.
Presa
O Ministério Público ofereceu denúncia contra a investigada, representando pela decretação da prisão. A Justiça recebeu a denúncia e nesta quarta-feira (29) decretou a prisão preventiva da ré.
Ela foi encontrada na casa dela, no bairro Jardim Santa Cecília, no final da manhã, e o mandado de prisão foi cumprido por policiais civis. Após a formalização da prisão, com o registro do boletim de ocorrência de captura, ela permaneceu à disposição da Justiça.
