A DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba (SP) prendeu nesta sexta-feira (SP), um técnico em refrigeração de 40 anos, investigado por participar do assassinato do jovem Nathan Felipe Bernardes Machado, 19 anos, crime ocorrido no início de fevereiro no bairro Castelo Branco.
Com ele foi apreendida uma pistola calibre 380 e R$ 18 mil em dinheiro. A polícia investiga o possível envolvimento do acusado em outros homicídios, já que há informações de que ele atuaria como matador de aluguel.
A denúncia feita à polícia foi de que o investigado teria matado Machado, estaria de posse da arma usada no crime, além de ter recebido dinheiro para praticar o homicídio.
Diante das informações a, DH representou pelo mandado de busca e apreensão para a casa dele, no residencial Atlântico, o qual foi concedido pelo juiz da 3.ª Vara Criminal, Emerson Sumariva Júnior.
Preso
O mandado foi cumprido com apoio de equipes do GOE (Grupo de Operações Especiais) e da DIG (Delegacia de Investigações Criminais). O investigado estava sozinho na residência, autorizou as buscas e informou que tinha uma arma de fogo.
A pistola calibre 380, carregada com 16 munições no carregador e uma na agulha, estava entre a almofada e o braço do sofá da sala, enrolada em uma camiseta.
A polícia também apreendeu dois celulares, um notebook e os R$ 18 mil em dinheiro, dos quais, R$ 1.250,00 estavam na carteira dele e o restante debaixo da almofada, no sofá.
Confessou
Segundo o que foi apurado pela reportagem, inicialmente o investigado alegou que a arma seria para defesa pessoal, mas na delegacia, em depoimento na presença do advogado, ele confessou ter matado o jovem no bairro Nossa Senhora Aparecida.
Sobre o dinheiro, o técnico disse que seria referente à venda de um Toyota Corolla por R$ 21 mil. Entretanto, essa negociação não foi confirmada pela polícia.
O que foi constatado é que o investigado teria vendido um Honda City, que inclusive teria sido utilizado no homicídio e que foi apreendido em Tupã. A polícia apurou que não houve movimentação na conta relativa ao valor recebido.
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante pela posse da arma e representou pela conversão da prisão em preventiva.
