Um adolescente de 16 anos foi levado para a delegacia em Penápolis (SP) na noite de sexta-feira (24), suspeito de participação no latrocínio contra o comerciante João Origuela Filho, 73 anos, ocorrido na noite de terça-feira (21).
Os próprios familiares do menino teriam chamado a Polícia Militar. Segundo o que foi relatado em boletim de ocorrência, o adolescente foi apresentado na delegacia junto com uma mãe e uma tia.
Os policiais foram até à residência deles após denúncia que o menino estaria envolvido no latrocínio e as familiares disseram que não queriam mais o adolescente na casa.
Elas disseram que o menino não as obedece e não trabalha, mas ao ser questionado sobre a possível participação no crime, ele negou.
A versão do policial militar foi registrada, mas devido ao horário, o adolescente não foi ouvido. Ele deve ser chamado posteriormente para prestar esclarecimentos, caso o delegado Jovair Marcos Gruppo, responsável pelo inquérito, julgue necessário.
Crime
O corpo de Origuela Filho foi encontrado no início da noite de terça-feira pela esposa dele, que ao procurá-lo no bar, encontrou a porta trancada. Com ajuda de um vizinho a porta foi aberta e o comerciante encontrado sem vida, com perfurações por faca.
O carro dele, um Honda City, foi roubado e encontrado no início da manhã seguinte, queimado em uma área na zona rural de Jaú, a mais de 200 quilômetros de Penápolis.
Naquela mesma noite a Polícia Militar deteve um homem de 24 anos e uma mulher de 20, que levaram o carro para a cidade. Eles são irmãos e ela morava em Penápolis.
Os dois foram flagrados por câmeras de radar na rodovia quando seguiam com o carro. O investigado confirmou ter ido com o Honda City para Jaú, mas alegou que apenas recebeu o veículo de um adolescente, que o teria roubado.
O caso segue em investigação.