Polícia

Polícia prende acusados de participar de golpe de R$ 33 mil com venda de carro pela OLX

Acusado alegou que emprestou conta a pedido da prima dele, que foi presa, em troca de 10% do valor como comissão

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
07/09/19 às 13h11
A polícia recuperou parte do dinheiro e apreendeu cartões, máquina de cartões e comprovantes bancários (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Birigui (SP) prendeu na tarde de sexta-feira (6), um casal acusado de aplicar um golpe na negociação de um carro anunciado no site de vendas na internet OLX.

R$ 31 mil que foram depositados por uma vítima interessada no veículo foram encontrados nas contas de um dos investigados, que tem 30 anos e mora no bairro Portal da Pérola. A outra investigada é prima dele, uma mulher de 26 anos, moradora no bairro Acapulco, também em Birigui.

Os presos foram capturados após investigadores do 1º Distrito Policial da cidade serem comunicados do possível golpe pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araçatuba.

Segundo o que foi relatado, o casal receberia um depósito no valor de R$ 31 mil, depositados por uma vítima do golpe.

Fraude

A fraude, segundo a polícia, ocorre quando os golpistas procuram o responsável por um anúncio verdadeiro na página de vendas, se mostrando interessado em comprar o veículo anunciado.

Eles falam que mandarão um sócio vê-lo pessoalmente e, ao mesmo tempo, mantém contato com a pessoa interessada em comprá-lo, oferecendo-o por um valor abaixo de mercado.

Eles pedem para o interessado ver o carro direto com o verdadeiro proprietário, responsável pelo anúncio, mas sem negociar diretamente o valor.

O interessado em comprar o carro pelo valor menor é induzido a depositar o dinheiro em uma conta indicada pelos criminosos, que simulam o depósito no valor real ao proprietário do veículo, mas com um envelope vazio.

Quando o dono do carro e o interessado descobrem que caíram em um golpe, o dinheiro normalmente já foi sacado ou transferido para outras contas.

Caso

No caso que resultou nas prisões, um empresário de 32 anos, morador em São José dos Campos (SP), disse à polícia que ficou interessado em comprar um veículo Hyundai HB-20 anunciado por um estudante de 31 anos, morador em Santa Isabel (SP).

O automóvel foi oferecido por R$ 41 mil, mas os golpistas o ofereceram por R$ 9 mil a menos. O interessado em comprar o veículo disse à polícia que fez um depósito de R$ 2 mil, como sinal, e no dia seguinte, depositou os R$ 31 mil restantes, quando descobriu o golpe.

Após o boletim de ocorrência comunicando o caso ter sido registrado, os investigadores de Araçatuba encontraram uma pessoa que informou que o dinheiro havia sido depositado na conta do morador no bairro Portal da Pérola, em Birigui.

Ainda segundo essa pessoa, o acusado teria sido agenciado pela mulher que também foi presa, para participar da fraude. Cada um deles receberia 10% do valor total recebido com o golpe e o restante do valor seria rateado entre demais integrantes do grupo criminoso.

Prisões

Ao ser informada do caso, uma investigadora de Birigui foi ao banco da conta na qual o dinheiro foi depositado e solicitou que se caso algum suspeito aparecesse, a polícia deveria ser chamada.

Pouco depois das 15h, um investigador recebeu telefonema de um funcionário do banco comunicando que o titular da conta estava no caixa, acompanhado de duas mulheres e um homem.

Ele foi abordado logo após sacar R$ 900,00 e estava com mais R$ 834,00, somando R$ 1.734,00. Além disso, estava com um extrato bancário da transferência recebida no valor de R$ 31 mil e foi constatado que esse dinheiro havia sido transferido.

Foram três TEDs, totalizando R$ 30 mil para contas dele mesmo em um banco virtual, e R$ 1 mil transferidos para a poupança no banco em que foi feito o depósito.

Prima

O acusado alegou que foi procurado pela prima dele, que foi presa, que pediu a conta emprestada para receber o dinheiro, em troca de 10% do valor como comissão. O investigado disse não saber os detalhes do golpe e afirmou que foi a primeira vez que participou.

A acusada negou envolvimento no crime de estelionato, alegando que apenas aguardava o primo dela sair do banco. Os dois foram levados para o plantão policial e após serem ouvidos ficaram à disposição da Justiça.

Investigação

A polícia irá instaurar inquérito para identificar as demais pessoas que possivelmente fazem parte do grupo criminoso.

O delegado Eduardo Lima de Paula, responsável pelo flagrante, pediu o bloqueio judicial de todas as contas bancárias em nome dos indiciados. Os dois seriam encaminhados para audiência de custódia em Araçatuba.

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