O jovem de 20 anos que foi preso na manhã desta quarta-feira (8) durante operação da Polícia Civil no bairro Hilda Mandarino, em Araçatuba (SP), confessou participação no assassinato do tatuador Gabriel Marcos da Silva, 26.
A vítima foi morta a tiros dentro do estúdio no bairro Água Branca, enquanto trabalhava, na noite de 20 de março.
Ao prender o investigado nesta quarta, os policiais também apreenderam com ele, duas armas de fogo.
O delegado Pedro Paulo da Costa Negri Garcia, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), explicou que a operação, realizada com apoio do helicóptero Águia, da Polícia Militar, teve como objetivo combater crimes contra a vida, principalmente, homicídios.
Ao todo, foram expedidos sete mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária pela 3ª Vara Criminal de Araçatuba. Um dos mandados de prisão foi contra o investigado, que é suspeito de participação em uma tentativa de homicídio.
Fugiu
As equipes chegaram na casa dele por volta das 6h30 e encontraram o portão trancado. Os policiais notaram que havia luz acesa na casa e havia um cachorro trancado nos fundos.
Assim que os policiais chamaram pelo investigado, a luz que estava acesa foi apagada e o cachorro foi solto. Enquanto parte dos policiais ficou iluminando a casa para ver se o investigado pulava o muro, outra equipe deu a volta no quarteirão.
Um dos investigadores viu o jovem sobre o telhado de uma casa vizinha e gritou para que ele parasse, mas não foi atendido. Ele foi preso ao retornar para a casa dele e tentar sair pelo portão.
Armamento
Enquanto os policiais estavam no local, um morador na casa onde o acusado foi visto informou ter ouvido um barulho no forro do imóvel. Ao vistoriar o local, um investigador encontrou um celular. O barulho foi provocado quando o aparelho vibrou, chamando a atenção do morador.
Junto com o celular, havia um revólver calibre 38 carregado com seis munições intactas e uma pistola calibre 380, com munição raspada, carregada com dez cartuchos intactos.
Já na casa do investigado foram apreendidas 16 munições calibre 380 que estavam escondidas dentro de uma meia; R$ 802,00 em dinheiro; um cheque de R$ 1.200,00; uma balança; e dois rádios transmissores, tipo HT.
A polícia também apreendeu duas motos que estavam na garagem da casa e um capacete que podem ter sido utilizados em crimes e serão periciados.
Confessou
Levado à delegacia, o jovem não confessou participação na tentativa de homicídio que resultou o mandado de prisão. Porém, confessou ter participado do assassinato do tatuador.
Naquela noite, a vítima fazia uma tatuagem em um cliente no estúdio quando um desconhecido invadiu o prédio usando capacete. Sem dizer nada, segundo uma testemunha, esse homem passou a disparar contra Silva, que foi atingido nas costas e na cabeça.
Após os disparos, o atirador deixou o local em uma motocicleta. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) constatou o óbito no local, onde foram recolhidos vários cartuchos deflagrados, aparentemente de pistola calibre 380.
Preso
Além de ficar preso temporariamente por 30 dias, o investigado responderá criminalmente por posse ilegal de munição e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O crime não cabe fiança porque a pistola estava com a numeração raspada.
Após ser ouvido ele seria encaminhado para a cadeia de Penápolis.