Polícia

Professora de escola estadual é afastada após denúncia de envolvimento com aluno

Ele, que completou 18 anos em junho, alega que em fevereiro foi levado para a casa dela e mantido em cárcere privado até o final de agosto; ela nega e o acusa de perseguição

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
14/09/22 às 09h42

Uma professora de uma escola estadual de Clementina (SP), município a 45 quilômetros de Araçatuba, foi afastada do trabalho após denúncia de que ela teria se envolvido amorosamente com um aluno. A informação foi confirmada pela Secretaria da Educação do Estado, após questionamento feito pelo Hojemais Araçatuba, por meio da assessoria de imprensa.

Em nota, a Pasta informou que a professora foi afastada da sala de aula assim que a DE (Diretoria de Ensino) de Penápolis, responsável pela unidade, tomou conhecimento, e foi aberta uma apuração preliminar "O Conselho Tutelar foi acionado após inúmeras tentativas de contato com os responsáveis pelo aluno, quando ele deixou de frequentar as aulas", consta na nota da assessoria de imprensa.

A secretaria informou ainda que o caso será inserido na Plataforma Conviva SP - Placon, que acompanha o registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino, e que a unidade escolar e a Diretoria de Ensino estão à disposição da comunidade escolar e autoridades para esclarecimento dos fatos.

Cárcere

A denúncia recebida pelo Hojemais Araçatuba foi de que a Diretoria de Ensino teria convocado a professora a comparecer no prédio na segunda-feira (12) e depois disso, ela não foi mais vista na escola.

Outros alunos teriam relatado que o estudante teria desaparecido no início deste ano e não retornou para a escola. Diante disso, a reportagem passou a apurar o caso e descobriu que o estudante procurou a delegacia de Clementina na semana passada.

Ele registrou um boletim de ocorrência alegando que estudava nessa escola desde 2019 e que a professora deu aula para ele em 2021 e 2022. Ainda na versão dele, no início de fevereiro deste ano, quando ainda tinha 17 anos e a professora 36, eles passaram a ser amigos.

De acordo com o jovem, eles conversam na escola e pelo WhatsApp, sobre assuntos da escola, mas ela teria passado a falar sobre a vida particular dela, alegando que o casamento estava indo mal e pensava em se separar do marido.

Nessa mesma época, a professora o teria convidado para sair em Penápolis, cidade onde ela reside, o levou para a casa dela e não o deixou mais sair. Ele disse à polícia que só teria deixado a residência dela em 22 de agosto.

Perseguição

A reportagem apurou que a professora também procurou a polícia nesta semana para acusar o estudante de perseguição. Ela confirmou que deu aula para ele no ano passado, mas alegou que o aluno não gostava dela, por motivos da escola, como as notas.

Ele ainda teria tentado comprar alguns cães dela, a negociação não teria dado certo e depois disso teria passado a persegui-la. Porém, a professora decidiu procurar a polícia porque na semana passada ela teria encontrado com o estudante, que a esperava na porta da escola.

Ao vê-la chegando ele teria telefonado para ela e feito ameaças de morte. A professora disse à polícia que telefonou para a mãe do jovem e ela também a teria ameaçado.

O estudante teria voltado à escola no dia seguinte, acompanhado da mãe dele, e "inventado" para o diretor que ela o havia levado para a casa dela, onde o teria mantido em cárcere privado, que teria tido um caso com ele e quebrado o celular dele.

Por fim, informou que depois disso o bloqueou e não tiveram mais contato, até que na segunda-feira foi comunicada que o estudante havia registrado um boletim de ocorrência contra ela, para prejudicá-la no trabalho.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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