No último final de semana, a Defesa Civil do Estado emitiu alerta para a região de Araçatuba (SP), sobre o risco de incêndio florestal devido ao tempo seco e às tardes quentes, orientando a população a não colocar fogo na vegetação. O órgão alerta que a prática é considerada crime ambiental e pode causar danos irreversíveis.
Além disso, as queimadas também recebem especial atenção das concessionárias de energia elétrica nesta época do ano, pois a baixa umidade oferece condição propícia aos incêndios e a ação dos ventos pode contribuir para propagar as chamas, agravando seus efeitos nas linhas de transmissão e distribuição.
Segundo a CPFL Paulista, as queimadas causaram 14 ocorrências de interrupção no fornecimento de energia no primeiro semestre de 2023 na região de Araçatuba. A cidade de Araçatuba lidera esse ranking no primeiro semestre de 2023, com nove ocorrências, seguida de Birigui e Penápolis, com dois casos registrados cada.
O levantamento foi feito pelo Centro de Operações da companhia, considerando interferências provocadas na rede de distribuição por incêndios de todas as proporções, em área urbana ou rural.
Queda
O número indica a diminuição se comparado ao período de janeiro a junho de 2022, quando foram registradas 21 interrupções de energia, ou seja, a queda foi de 33%. Apesar da redução, o número permanece alto, segundo a CPFL Paulista.
Para reduzir ainda mais essas queimadas, o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia, Marcos Victor Lopes, informa que empresa mantém atuação permanente em ações de conscientização sobre o tema, por meio da campanha Guardião da Vida.
Ele explica que os incêndios sob a rede de distribuição de energia muitas vezes têm origem criminosa ou são causados pelo uso do fogo como método de limpeza em alguns cultivos. Por isso, alerta que um incêndio criminoso ou uma queimada mal controlada para atividades agrícolas também podem colocar em risco o fornecimento de energia, provocando prejuízos.
Para que haja interferências ou danos na rede elétrica, não é necessário que as chamas alcancem os cabos de energia. O calor do fogo gera um campo ionizado, que pode provocar curtos-circuitos, acionar os sistemas de proteção do sistema e desligar as linhas ou até romper a fiação, interrompendo o fornecimento.