A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) do Estado de São Paulo nega haver lesões no corpo de Patrick Maciel Pereira, 22 anos, que morreu na última segunda-feira (17), no hospital de Mirandópolis. Ele cumpria pena por tráfico de drogas em uma das penitenciárias de Lavínia.
Naquela manhã seguinte, a mãe da vítima, que mora no bairro Alvorada, em Araçatuba, registrou boletim de ocorrência pedindo que a morte seja investigada, por suspeita de que o rapaz tenha sido agredido no presídio.
De acordo com ela, durante o velório foi notado que a vítima tinha um inchaço na boca e hematoma em um dos olhos.
Essa possibilidade é rechaçada pela secretaria, que afirma que o corpo de Pereira não apresentava sinais de hematomas e nenhum indício de possível agressão, “fato que pode ser evidenciado por meio de registros fotográficos realizados após sua morte”, cita em nota.
Ainda de acordo com a pasta, apesar disso, foi aberta a Apuração Preliminar, procedimento de praxe em todo o caso de óbito de pessoa presa.
“Informamos que no dia 15 a esposa do preso compareceu para visita e foi informada que o mesmo estava hospitalizado”, consta na nota.
Pneumonia
A SAP explica que Pereira cumpria pena na Penitenciária 2 de Lavínia. Segundo a pasta, no último dia 11 ele passou em atendimento médico da unidade por apresentar vômito e dores abdominais. Na sequência, como teve melhora, retornou ao pavilhão habitacional de origem.
No dia 13, o sentenciado retornou ao atendimento médico do presídio com as mesmas queixas e foi solicitado o encaminhamento para avaliação mais precisa no Hospital Estadual de Mirandópolis.
Pereira foi levado para o hospital na madrugada do dia 14 e exame de Raio X apontou pneumonia, de acordo com a SAP.
Apesar do tratamento, o preso teve a morte confirmada na segunda-feira, em decorrência de pneumonia e insuficiência respiratória.
Tráfico
Pereira foi preso na casa dele por tráfico de drogas em dezembro de 2018, junto com a então namorada, com 23 anos na época, e a irmã dela, uma adolescente de 16 anos.
O casal foi condenado em primeira instância a 2 anos e 11 meses de prisão por tráfico de drogas e a mais 3 anos e 6 meses por associação ao tráfico.
A decisão é de 28 de junho do ano passado e o Hojemais Araçatuba não encontrou nenhum recurso que tenha sido julgado alterando a sentença.