Polícia

Sentenciado que não voltou da 'saidinha' é preso após roubar Biz em Birigui

Cumpre pena de mais de 11 anos de prisão por ter roubado um grupo de construtores em 2018 e não voltou após saída temporária

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
29/09/22 às 11h38

Anderson Wilson da Silva, 28 anos, foi preso na tarde de quinta-feira (28) em Birigui (SP), acusado de roubar uma Honda Biz após ameaçar a vítima utilizando uma faca. Condenado a mais 11 anos de prisão por roubo, ele havia sido beneficiado pela saída temporária e não voltou ao presídio no prazo previsto, por isso era considerado foragido.

Segundo a polícia, o novo roubo aconteceu pouco depois das 11h, na avenida Youssef Ismail Mansour, próximo ao cruzamento com a rua Sebastião Custódio. A vítima é um jovem de 20 anos, que contou que o autor do crime estava armado com uma faca e exigiu que entregasse a Honda Biz prata. Após a ordem ser atendida o ladrão fugiu com o veículo em direção à avenida Vitória Régia.

Preso

Após serem informados das características do assaltante, os policiais militares saíram em diligência e pouco depois das 15h o viram com outro suspeito no cruzamento da avenida Cidade Jardim com a rua Hermano Zin, no Quemil.

Segundo a polícia, ao ver a viatura os acusados fugiram correndo, um para cada lado, mas Silva foi alcançado e detido na rua Hermando Zin. Nada de irregular foi encontrado com ele, que negou a prática do crime.

Porém, os policiais pediram à vítima que fosse à delegacia, para onde ele foi levado e reconhecido como sendo o autor do roubo.

Foragido

Durante o registro da ocorrência a polícia constatou que o acusado cumpria pena no CPP (Centro de Progressão Peniteniciária) de São José do Rio Preto e no dia 13 foi beneficiado com a saída temporária. Ele deveria ter retornado no dia 20, mas não cumpriu a determinação, por isso era considerado foragido.

A reportagem encontrou no site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o processo que resultou na condenação. Ele é referente a um roubo ocorrido na tarde de 7 de dezembro de 2018, na Travessa Tamandaré, Vila Guanabara.

Uma delas é construtor e contou à polícia que havia seis meses que comandava uma obra no local. Na ocasião, ele estava com mais seis ou sete pessoas, todos pedreiros. Eles haviam acabado o expediente quando foram abordados por quatro homens que já chegaram anunciando que era um assalto e exigindo dinheiro e carteira de todos.

Armados

Um deles estava com uma arma de fogo e os outros três compedaços de pau. Um dos assaltantes ainda pegou um canivete que estava no local para ameaçar as vítimas. Sob ameaça, o construtor retirou a carteira do bolso e entregou ao ladrão que estava armado e ele a dispensou após pegar cerca de R$ 600,00 em dinheiro.

Após pegar as carteiras e celulares das demais vítimas, os assaltantes as mandaram deitar no chão. A proprietária da obra chegou no local durante o roubo e foi agredida com um tapa na cabeça, de um dos ladrões, que apontou a arma para ela, que teve a bolsa com documentos e celular roubada.

Os bandidos ainda mandaram as vítimas entrar em um container que havia na obra e agrediram o construtor com duas coronhadas na cabeça. Todos foram libertados por um vizinho da obra, que assava uma pizza para as vítimas estranhou ter chegado ao local e não encontrado ninguém, estando apenas os capacetes no chão. Ele ouviu as vítimas gritando por socorro e abriu o container.

Rastreador

Graças ao rastreador instalado no celular da dona da obra os policiais chegaram a um dos acusados, que foi reconhecido pelas vítimas. Além disso, o construtor recebeu ligação de um homem dizendo que estava com a carteira de um dos pedreiros e pediu dinheiro para devolvê-la.

A vítima combinou o local para pegar a carteira e foi com a polícia, que prendeu mais um dos acusados. Ele foi reconhecido pela participaçao no cime, sendo o ladrão que estava com a arma. Posteriormente um terceiro acusado foi preso.

Dois deles foram condenados em primeira instância a 9 anos, 4 meses e 8 dias de prisão e o terceiro a 9 anos, 10 meses e 22 dias. Houve recurso da defesa e do Ministério Público e o TJ-SP aumentou as penas para Silva e o outro réu, para 11 anos, 4 meses e 2 dias de reclusão. A pena do terceiro condenado foi de 11 anos e 8 meses de prisão.

Ao ser capturado, o acusado voltará a cumprir a pena no regime fechado e ainda será indiciado pelo novo roubo. Após ser ouvido ele permaneceu à disposição da Justiça. A motoneta roubada não havia sido localizada.

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