A suspensão da saída temporária para os presos que cumprem pena no regime semiaberto, prevista para começar nesta terça-feira (17), foi a causa da rebelião ocorrida no início desta noite na penitenciária 1 de Mirandópolis.
A informação foi divulgada pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), que confirmou atos de insubordinação ocorridos também nos CPPs (Centros de Progressão Penitenciária) de Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz.
De acordo com a secretaria, o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto no Estado e teve que ser suspenso devido ao novo coronavírus.
“Retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados”,
Ainda de acordo com a SAP, o GIR (Grupo de Intervenção Rápida) e a Polícia Militar foram acionados e estão cuidando da situação.
A secretaria informa que por volta das 21h30 ainda era realizada a contagem dos presos para determinar o número exato de fugitivos.
Controlada
Em Mirandópolis, onde a ala do regime semiaberto da penitenciária 1 tem capacidade para abrigar 516 reeducandos, havia 921 na sexta-feira (13), segundo a SAP.
A Polícia Militar informou que a situação já foi controlada na unidade, mas o presídio foi destruído. Os internos atearam fogos nos próprios pertences e teriam estourado as grades.
Policiais cercaram a unidade e eles deverão passar a noite no tempo, até que amanhã sejam definidas as providências a serem tomadas.
A informação preliminar é de que não houve reféns durante a rebelião e inicialmente não foi contabilizada fuga. Porém, essa informação só poderá ser confirmada após a contagem dos presos.
Mongaguá
Já em Mongaguá, o site Diário do Litoral publicou no início desta noite que cerca de 400 presos do CPP fugiram no início desta noite, número que também será confirmado posteriormente pela SAP.
De acordo com a pasta, a unidade, por ser de regime aberto, não possui vigilância armada por determinação da legislação brasileira, o que facilita as fugas.
Visitas suspensas
O Hojemais Araçatuba apurou que por determinação do governo do Estado, também foram suspensas as visitas nos presídios para reduzir o risco de contaminação dos internos pelo coronavírus.
Na região, em média 2,5 mil presos do regime semiaberto são beneficiados com cinco saídas temporárias por ano.
Eles cumprem pena nas penitenciárias 1 e 2 de Mirandópolis; na penitenciária de Valparaíso e no CPP de Valparaíso; na penitenciária de Avanhandava; nas três penitenciárias de Lavínia; na penitenciária de Getulina; nos CRs (Centros de Ressocialização) de Araçatuba, Birigui e Lins; e nos CDPs (Centros de Detenção Provisória de Nova Independência e Lavínia).
Até as 22h não havia informações de manifestações dos presos em outros presídios da região, além de Mirandópolis.