Polícia

Vereador de Birigui é acusado de agredir a ex-companheira

Justiça acatou representação da vítima e Leandro Moreira está proibido de se aproximar dela ou manter contato com ela por qualquer meio de comunicação; ele nega as acusações

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
21/12/20 às 10h53
Leandro Moreira nega as agressões e ameaças (Foto: Divulgação)

O vereador de Birigui (SP), Leandro Moreira, 41 anos, é acusado de agredir a ex-companheira dele, uma jovem de 25 anos. O crime teria ocorrido na noite de sábado (19), quando ele esteve na casa dela para entregar o filho do casal. Ele nega as acusações.

A Justiça já acatou representação da vítima e o proibiu de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com ela. O parlamentar é o mesmo que deu uma cabeçada em um advogado durante sessão da Câmara de Birigui em fevereiro.

A mulher contou à polícia que Leandro foi até à casa dela por volta das 19h30 de sábado para entregar o filho do casal, que ele havia retirado para visita. De acordo com ela, ao chegar com a criança, ele entrou no imóvel sem permissão.

Cotovelada

A mulher contou à polícia que o celular dela tocou enquanto o ex-companheiro dela estava na casa. Quando ela foi atender, ele teria tirado o aparelho da mão dela para ele atender.

A vítima disse que ao tentar reaver o celular, foi agredida com uma cotovelada no lado direito da cabeça. O golpe não teria deixado lesão, apesar de ficar dolorido, de acordo com a mulher.

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Ameaças

Ainda de acordo com a vítima, Leandro jogou o celular no chão e passou a ameaçá-la, dizendo que iria matá-la. A vítima disse que mora sozinha e que durante a semana, ele havia pulado o muro da casa dela e invadido o quintal, sem autorização. 

A mulher relevou que o vereador havia feito ameaças, afirmando que havia comprado um revólver para matá-la, e que antes de ser agredida, no sábado, precisou chamar a polícia duas vezes. Nas duas ocasiões os policiais militares teriam conversado com Leandro e o convencido a ir embora, mas contou que ele sempre volta e faz novas ameaças.

Por isso que ela representou criminalmente contra o ex-companheiro e pediu as medidas protetivas. A vítima passaria por exame de corpo de delito devido à agressão sofrida.

Distância

Ao conceder a medida protetiva nesta segunda-feira (21), acatando posicionamento favorável do Ministério Público, o juiz que analisou o caso entendeu que há indícios veementes da conduta ilicita do vereador, que deve manter distância mínima de 200 metros da ex-companheira dele e está proibbido de manter contato com ela por qualquer meio de comunicação.

Vereador nega agressão e ameaças

O vereador de Birigui Leandro Moreira nega que tenha agredido a ex-companheira. Ele disse que foi à casa dela levar o filho a pedido dela, e não sem autorização. Confirmou que houve desentendimento entre o casal e disse que ele foi agredido por ela, por isso estendeu a mão para se proteger e tentar afastá-la, mas não percebeu se ela foi atingida ou não.

O parlamentar também negou ter jogado o celular da vítima no chão, informando que o aparelho foi colocado sobre o sofá. Por fim, contou que após o desentendimento, ele também esteve na delegacia para dar a versão dele dos fatos e apresentou um pen-drive com cópias de conversas na qual, segundo ele, a ex-companheira dele pede que vá à casa dela.

Falou ainda que passou por atendimento médico que teria comprovado as agressões sofridas por ele, mas não pretende representar criminalmente contra a ex-mulher. “Eu só quero que seja esclarecida a realidade dos fatos”, declara.

O parlamentar afirma ainda que nunca possuiu e nem possui arma de fogo e negou as ameaças citadas pela ex-companheira no boletim de ocorrência registrado por ela.

Arquivado 

Leandro Moreira respondeu a processo por quebra de decoro parlamentar devido à agressão ao advogado ocorrida em fevereiro. Em sessão realizada em setembro, por maioria de votos, o relatório da Comissão Processante foi aprovado e o processo arquivado.

Um dos argumentos para o arquivamento foi de que o crime de lesão corporal estava sendo apurado judicialmente. Além disso, o relator citou  que o julgamento por falta de decoro tinha nítido conteúdo político e por isso, a improcedência da denúncia.

O parlamentar recebeu 698 votos nas eleições de 15 de novembro e não conseguiu ficar entre os 15 eleitos para a próxima legislatura.

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