O advogado Milton Walsinir de Lima, 60 anos, protocolou denúncia na Câmara dos Vereadores de Birigui (SP), para que o órgão apure possível crime de responsabilidade cometido pelo vereador Leandro Moreira, o Lê (Republica).
No documento, o advogado, que é conhecido como Dr. Barata, pede a formação de uma CP (Comissão Processante) para que se casse o mandato eletivo do vereador em razão da “gravíssima e indesculpável falta de decoro do mesmo para o exercício do cargo”.
Como provas, o denunciante indica as filmagens registradas pelas câmeras de segurança do prédio, boletim de ocorrência, fotos da lesão provocada e reportagens sobre o caso.
“Sendo necessário, indico também a prova testemunhal, por meio de identificação das pessoas que estavam presentes no local e algumas apanhadas pelas imagens, entre outras”, escreveu no requerimento, que deve ser lido no início da sessão desta terça-feira (18).
Agressão
O advogado foi agredido por Lê com uma cabeçada, na sessão da Câmara de terça-feira passada, o que causou corte profundo na base do olho esquerdo.
Conforme boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o desentendimento teria ocorrido em função de uma suposta lista com nomes de vereadores de Birigui que estariam sendo investigados pela polícia por possível fraude ligada a OSSs (Organizações Sociais de Saúde).
O advogado afirma que foi à sessão para acompanhar a votação de um projeto relacionado a um campo de futebol no Jardim Flamengo. Ele estava na recepção tomando um café quando Lê se aproximou, com dedo em riste, e disse: “divulga aquela lista de novo”. Imediatamente após a declaração o parlamentar o desferiu a cabeçada no rosto da vítima.
Defesa
Já Leandro afirma que o advogado que o acusa vinha denegrindo a imagem dele há algum tempo e essa perseguição teria aumentado após ele ter apresentado o projeto que reduz o número de cadeiras da Câmara, por Barata ser pré-candidato a vereador.
“Ele disse que eu seria o próximo da lista e eu acabei perdendo a cabeça”, disse ao
Hojemais Araçatuba
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Lê contou que também procurou a Polícia Civil para registrar sua versão dos fatos, mas recebeu a informação de que não haveria necessidade de nova ocorrência, pois ele já será chamado para depor no inquérito que será aberto pela polícia com a denúncia do advogado.