O prefeito de Penápolis (SP), Célio de Oliveira (sem partido), deve assinar na segunda-feira (24) o fim da intervenção da Prefeitura na Santa Casa da cidade. A medida durou quatro anos e foi decretada após a suspensão dos atendimentos em maio de 2015 por causa de dívidas.
A irmandade do hospital ficará responsável por administrar o terceiro maior estabelecimento de saúde pública da região de Araçatuba. Com atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), por convênios e particulares, a instituição não tem finalidade lucrativa e se caracteriza como hospital filantrópico.
Ela é referência em atendimento para pacientes de Penápolis, Alto Alegre, Avanhandava, Barbosa, Braúna, Luiziânia e Glicério, o que corresponde a uma população de aproximadamente 100 mil pessoas. Por mês, são atendidos 480 pacientes, em média, com uma despesa média mensal de R$ 1,3 milhão.
Intervenção
Em junho de 2015, após a paralisação dos atendimentos, a Prefeitura de Penápolis assumiu a administração do hospital. O prefeito disse que interveio para não fechar o hospital, mas que agora se sente seguro para devolver a administração. Uma organização social será contratada pela irmandade.
“Com a formação de uma nova irmandade que se dispôs a assumir a Santa Casa, nós resolvemos decretar o fim da intervenção e transferir a administração para essa nova direção. Continuaremos apoiando o hospital, com os repasses mensais que totalizam um aporte de cerca de R$ 5 milhões anuais”, destacou.
Ainda segundo Célio, há bastante entendimento entre os entes envolvidos na transição, inclusive compromisso de manter os serviços implementados pela Prefeitura como o projeto de transformar a Santa Casa num hospital-escola.