A Câmara Municipal de Birigui (SP) realiza nesta segunda-feira (16), a partir das 14h, a sessão para julgamento do relatório da CP (Comissão Processante) instaurada para apurar denúncia de eventuais irregularidades no contrato emergencial para concessão do serviço de transporte no coletivo no município.
O voto do relator da CP, vereador Everaldo Santeli (PV), é pela improcedência da denúncia, que também foi alvo de representação no Ministério Público, onde também foi arquivada.
O presidente da CP, vereador Reginaldo Fernando Pereira (PTB), o Pastor Reginaldo (PTB), segue o voto do relator. Porém, Cleverson José de Souza (Cidadania), o Tody da Unidiesel, apresentou relatório em separado, pedindo a procedência da denúncia.
Denúncia
A comissão foi instaurada em outubro do ano passado, com base em representação protocolada pelo o advogado Milton Walsinir de Lima. Ele questiona o contrato emergencial, com dispensa de licitação, assinado em março, com a empresa Transmino Ltda, pelo prazo de 180 dias, pelo valor de R$ 996 mil ou R$ 166 mil mensais.
Segundo a denúncia, em agosto, quando faltavam pouco mais de um mês para o fim do contrato emergencial, a Prefeitura lançou o edital da licitação para a prestação e exploração do serviço público de transporte coletivo de passageiros no município. Na denúncia consta que esse edital não teria sido publicado em Diário Oficial.
Sem tempo hábil para concluir o procedimento, em 13 de setembro a Prefeitura contratou, também emergencialmente e com dispensa de licitação, a empresa Translocave, que seria do mesmo grupo da Transmimo.
Para justificar que não houve mudança no prestador do serviço, o denunciante cita que os ônibus utilizados pela nova empresa são os mesmos utilizados anteriormente. A denúncia questiona ainda a majoração do valor a ser pago, que passou dos R$ 166 mil para R$ 215 mil por mês, aumento que não teria sido justificado.
Defesa
Durante os trabalhos o prefeito Leandro Maffeis (Republicanos) apresentou defesa argumentando que a denúncia não demonstra a realidade e seria pretensamente caluniosa. Segundo o chefe do Executivo, a contratação foi amparada na estrita legalidade e moralidade.
Ele afirmou que as contratadas são empresas distintas que nunca participaram do mesmo certame ou disputa de preços e que a licitação principal foi interrompida para adequações no edital por determinação do TCE (Tribunal de Contas do Estado).
Também argumentou que o Ministério Público arquivou denúncia similar, que os valores aplicados correspondem às médias de mercado e que não houve qualquer determinação para que determinada empresa ou conglomerado de empresas pudesse ser beneficiado.
Os argumentos foram acatados pelo relator da CP e caberá aos parlamentares decidirem se votam pela aprovação desse relatório ou de acordo com o relatório apresentado por Tody, pela procedência da denúncia. Os trabalhos devem ser transmitidos pelos canais do Legislativo Municipal.
