Política

Decisão sobre paralisação de médicos de Penápolis sai na segunda-feira

Vinte e um profissionais divulgaram carta em que apresentam como argumento atrasos nos salários e falta de insumos

Guilherme Leal - Hojemais Araçatuba
05/06/19 às 17h50
Médicos dizem que faltam até antibióticos; prefeito afirma que atendimento não será comprometido (Foto: TV Tem/Reprodução)

Os vinte e um médicos da Santa Casa de Penápolis (SP) resolveram acatar pedido da direção do hospital e adiaram para a próxima segunda-feira (10) decisão sobre paralisação dos trabalhos. Neste mês completa-se quatro anos que a Santa Casa está sob intervenção da Prefeitura.

Ontem (4), os médicos protocolaram uma carta no Ministério Público e no Conselho Regional de Medicina de Araçatuba anunciando a possível paralisação das atividades devido a atrasos no pagamento.

No documento os profissionais explicam que o salário dos médicos é composto de pagamento dos plantões e repasses da produção médica, referentes a todos os procedimentos e internações realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) que são pagas para a Santa Casa pelo governo federal e repassada aos médicos. Eles afirmam que estão trabalhando com significativo atraso nesses repasses.

Segundo o corpo clínico, em 31 de maio, a categoria recebeu 50% dos plantões referente ao mês de fevereiro e a produção médica não é paga desde junho do ano passado. “Em novembro, nos reunimos, informamos a situação à Prefeitura, à administração do hospital, ao Ministério Público e concedemos um prazo para que se apresentasse uma solução” pontuam.

A falta de insumos para o dia a dia do hospital também foi exposta na carta. Os médicos destacam medicamentos como antibióticos, o que pode comprometer os tratamentos.

Agora os médicos decidiram aguardar até a próxima segunda-feira (10) para tomar uma decisão, afim de que a população não fique sem atendimento no fim de semana. Caso não se chegue num acordo, a paralisação terá início.

Outro lado

O prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira (sem partido), afirmou que a Prefeitura é a principal fonte de recursos da Santa Casa repassando R$ 400 mil por mês. Disse ainda que o problema da falta de recursos do hospital se dá pelo baixo repasse do governo estadual que, segundo ele, seria de R$ 40 mil. Célio disse ainda que acredita que o movimento tem viés político, mas que irá trabalhar para fazer um “engenharia financeira” para chegar a um acordo e garantiu que os penapolenses não irão ficar sem atendimento.

A Secretaria do Estado de Saúde informou que mantém convênio com a Santa Casa de Penápolis, com a finalidade de auxiliá-las no custeio assistencial. Em 2019, até o momento, foram repassados R$230,4 mil para a entidade.  Disse ainda que não há repasses ou solicitações pendentes.

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