Política

Médico não comparece para depor na retomada dos trabalhos de CP em Birigui

Depoimentos haviam sido suspensos justamente porque ele, por ser autor da denúncia deveria ser o primeiro a ser ouvido, mas não se apresentou ao ser convocado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
20/09/21 às 19h03
O único a ser ouvido nesta segunda-feira foi o ex-secretário adjunto de Saúde, Marcos Vinicius Ataide (Foto: Reprodução)

O médico Thiago de Camilo Figueiredo Mattos novamente não compareceu à Câmara de Birigui (SP) em atendimento a convocação para prestar depoimento na CP (Comissão Processante) que investiga o trabalho do prefeito de Birigui (SP), Leandro Maffeis (PSL), no gerenciamento do pronto-socorro municipal.

A investigação foi aprovada em 6 de abril pelos parlamentares, a partir de denúncia feita pelo profissional de saúde. Os depoimentos foram retomados nesta segunda-feira (20) após um período de suspensão, justamente porque o médico, que deveria ser o primeiro a ser ouvido, não compareceu para prestar depoimento.

Em julho, a Comissão Processante informou que ela estava temporariamente suspensa enquanto era aguardada uma decisão da Justiça, que foi acionada para autorizar a condução coercitiva de Mattos.

Em nota distribuída à imprensa na ocasião, o presidente da comissão, vereador Andre Luis Moimás Grosso, o Andre Fermino (PSDB), informou que sem o testemunho do médico, a Comissão Processante perderia o seu objeto, ou seja, não haveria como dar sequência aos trabalhos de apuração.

Condução coercitiva

Segundo o que foi informado na época, a representação foi distribuída à 2ª Vara Criminal de Birigui, que se declarou incompetente por julgar o pedido e enviou o processo para a 3ª Vara Cível local. Porém, com base em lei federal, houve nova declaração de incompetência e os autos encaminhados ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Em reunião realizada no último dia 2, na Sala de Reuniões da Câmara de Birigui, a Comissão Processante colocou em deliberação nova intimação de Mattos para depor na audiência desta segunda-feira.

Prerrogativa

De acordo com o que foi informado, a 2ª Vara Criminal decidiu que era prerrogativa da própria comissão decidir pela condução coercitiva. Assim, a Polícia Militar deveria ser oficiada antecipadamente para realizar a condução coercitiva, caso ele não comparecesse, o que teria sido aprovado pelos membros presentes.

Os trabalhos da CP foram retomados nesta segunda-feira, mas o médico não compareceu espontaneamente e não foi apresentado pela polícia. Como a ex-secretária de Saúde, Adriana Sangaletti Duarte, também não atendeu à convocação, o único a ser ouvido foi o ex-secretário adjunto de Saúde, Marcos Vinicius Ataide.

A Comissão Processante também é composta pelos vereadores Paulo Sergio de Oliveira (Avante), o Paulinho do Posto; e Marcos Antônio Santos (PSL), Marcos da Ripada.

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