O médico Thiago de Camilo Figueiredo Mattos novamente não compareceu à Câmara de Birigui (SP) em atendimento a convocação para prestar depoimento na CP (Comissão Processante) que investiga o trabalho do prefeito de Birigui (SP), Leandro Maffeis (PSL), no gerenciamento do pronto-socorro municipal.
A investigação foi aprovada em 6 de abril pelos parlamentares, a partir de denúncia feita pelo profissional de saúde. Os depoimentos foram retomados nesta segunda-feira (20) após um período de suspensão, justamente porque o médico, que deveria ser o primeiro a ser ouvido, não compareceu para prestar depoimento.
Em julho, a Comissão Processante informou que ela estava temporariamente suspensa enquanto era aguardada uma decisão da Justiça, que foi acionada para autorizar a condução coercitiva de Mattos.
Em nota distribuída à imprensa na ocasião, o presidente da comissão, vereador Andre Luis Moimás Grosso, o Andre Fermino (PSDB), informou que sem o testemunho do médico, a Comissão Processante perderia o seu objeto, ou seja, não haveria como dar sequência aos trabalhos de apuração.
Condução coercitiva
Segundo o que foi informado na época, a representação foi distribuída à 2ª Vara Criminal de Birigui, que se declarou incompetente por julgar o pedido e enviou o processo para a 3ª Vara Cível local. Porém, com base em lei federal, houve nova declaração de incompetência e os autos encaminhados ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
Em reunião realizada no último dia 2, na Sala de Reuniões da Câmara de Birigui, a Comissão Processante colocou em deliberação nova intimação de Mattos para depor na audiência desta segunda-feira.
Prerrogativa
De acordo com o que foi informado, a 2ª Vara Criminal decidiu que era prerrogativa da própria comissão decidir pela condução coercitiva. Assim, a Polícia Militar deveria ser oficiada antecipadamente para realizar a condução coercitiva, caso ele não comparecesse, o que teria sido aprovado pelos membros presentes.
Os trabalhos da CP foram retomados nesta segunda-feira, mas o médico não compareceu espontaneamente e não foi apresentado pela polícia. Como a ex-secretária de Saúde, Adriana Sangaletti Duarte, também não atendeu à convocação, o único a ser ouvido foi o ex-secretário adjunto de Saúde, Marcos Vinicius Ataide.
A Comissão Processante também é composta pelos vereadores Paulo Sergio de Oliveira (Avante), o Paulinho do Posto; e Marcos Antônio Santos (PSL), Marcos da Ripada.
