Política

Relatório da CP contra Dilador é pela improcedência da denúncia

Sessão para julgamento do prefeito de Araçatuba será na Câmara na tarde desta quinta-feira, de modo virtual

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/06/21 às 19h26
O prefeito Dilador é julgado pela Câmara pela compra de carros para a Saúde com dinheiro destinado ao combate à pandemia (Foto: AG Cardoso/AI)

A CP (Comissão Processante) instaurada para investigar possível infração político-administrativa cometida pelo prefeito de Araçatuba (SP), Dilador Borges (PSDB), ao adquirir veículos com recursos federais destinados ao enfrentamento da pandemia de covid-19 considerou que a denúncia deve ser julgada improcedente.

A sessão para julgamento está marcada para as 15h desta quinta-feira (3), será remota, mas com transmissão ao vivo pela TV Câmara, no Canal 6 do Sistema Net Digital, e pelo Canal da Câmara no YouTube e Facebook.

A convocação para os parlamentares participarem da votação foi feita ontem e o Hojemais Araçatuba teve acesso ao relatório final, que é pela improcedência da denúncia.

“Após a análise de todos os argumentos apresentados pelo denunciante e pelo denunciado, bem como de todas a provas produzidas no processo através da oitiva do denunciado e testemunhas e ainda dos documentos juntados, a Comissão entende que a denúncia pela prática de infração político-administrativa deve ser julgada IMPROCEDENTE”, consta no relatório.

Andamento

De acordo com o regimento, a sessão terá início com a leitura do relatório final da comissão que foi aprovada em sessão realizada em 29 de março. Ela é composta pelos vereadores Antônio Edwaldo Dunga Costa (DEM), que é o presidente; Maurício Bem Estar (PP), o relator; e Wesley da Dialogue (Podemos), que é membro. O documento, incluindo a denúncia, é composto de 218 páginas.

Concluída a leitura, cada parlamentar terá 15 minutos para discutir o texto, enquanto Dilador e o advogado dele terão até duas horas para a defesa. Em seguida será feita a votação do relatório, sendo necessários dois terços dos votos para a condenação do prefeito, ou seja, dez parlamentares precisam votar contrários ao relatório.

O parecer emitido pelo Departamento Jurídico da Câmara com relação à denúncia já havia sido pela ilegalidade, mas mesmo assim, por nove votos contrários a esse parecer, os parlamentares decidiram pela instauração da CP. 

Relação dos parlamentares que votaram pela investigação:

Arlindo Araújo (MDB);

Luís Henrique Gonçalves Machado Boatto (MDB), o Boatto;

Cristina Munhoz (PSL);

Evandro Molina (PP);

Lucas Zanatta (PV);

Maurício Bem Estar;

Nelson Marques Filho (PV), o Nelsinho Bombeiro;

Regina Lourenço (Avante), a Regininha;

Wesley da Dialogue.

Lucas Zanatta vê pressa na convocação para votação

Lucas Zanatta questiona convocação feita dois dias antes da sessão de julgamento (Foto: AG Cardoso/AI/Arquivo)

O vereador Lucas Zanatta (PV) ficou incomodado com o fato de a convocação dos parlamentares para a sessão de julgamento do caso ter sido feita apenas dois dias antes da votação.

Entre os argumentos apresentados está o de que o relatório de 218 páginas foi enviado a ele por e-mail às 11h48 desta quarta-feira (2), ou seja, com pouco mais de 24 horas para ser analisado, fazer pesquisas e conferir as informações constantes.

"Quando os vereadores foram convocados para essa sessão extraordinária o relatório nem tinha sido concluído. Acredito que os vereadores deveriam ter mais tempo para se prepararem para essa importante análise", explica. 

Entretanto, Zanatta afirma que independentemente do tempo para análise do material, ele irá estudá-lo o máximo possível para que ou voto seja bem embasado. "Mas reafirmo: é no mínimo intrigante pedir uma sessão extraordinária, quando se podia fazer essa sessão dentro de uma sessão ordinária" , finaliza em nota.

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