Política

TCE aponta atraso no prolongamento da Pompeu de Toledo em Araçatuba

Obra é para construção do canal do córrego Machadinho e do pavimento na avenida, uma das principais da cidade 

Guilherme Leal - Hojemais Araçatuba
10/08/19 às 10h00
Prefeitura admite atraso e diz que irá notificar empresa responsável (Manu Zambom/Hojemais Araçatuba)

Para o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado) a obra de prolongamento da avenida Joaquim Pompeu de Toledo está atrasada. O parecer foi publicado nesta semana e faz parte do painel de obras atrasadas ou paralisadas com base em dados colhidos até junho de 2019.

De acordo com o relatório, a Prefeitura de Araçatuba já pagou R$ 113.695,86 à empresa responsável pela obra, a TMK Engenharia, de um total de R$ 8.333.057,61. A obra é para construção do canal do córrego Machadinho e do pavimento na avenida Joaquim Pompeu de Toledo, entre a rua Tupinambás e a rodovia Marechal Rondon (SP-300).

Ainda de acordo com o tribunal, está atrasada a construção de uma escola de educação infantil na cidade, cujo investimento é de R$ 2,1 milhões, e está paralisada a obra de construção do Creas (Centro de referência Especializada de Assistência Social), com valor inicial de contrato de pouco mais de R$ 444 mil.

O secretário de Mobilidade e Planejamento Urbano de Araçatuba, Tadeu Consoni, já havia manifestado insatisfação com o andamento das obras da Pompeu na época em que a rotatória com a avenida da Saudade precisou ser interditada.

A ordem de serviço para o início da obra foi assinada no dia 28 de fevereiro. A obra teve início no dia 26 de abril.

Outro lado

Questionada, a Prefeitura de Araçatuba confirmou o atraso. Por meio de nota, informou apenas que “já tomou providências para notificar a empresa, para que a mesma coloque o cronograma de execução em dia.”

Região

Na região de Araçatuba, Penápolis ostenta o título de cidade com a obra mais atrasada do Estado de São Paulo. Trata-se da urbanização, regularização e integração de assentamentos precários, prevista para ser finalizada em 2009, cujo valor inicial de contrato foi de R$ 1.838.261,80.

A Prefeitura de Penápolis informou que as casas e reformas referentes ao projeto apontado pelo TCE-SP já foram concluídas, mas faltam as regularizações fundiárias de algumas moradias. A Prefeitura afirmou também que está em processo para regularizar esta documentação. Em 2019, foram entregues 12 escrituras.  

Outros 21 municípios estão com obras paralisadas ou atrasadas de acordo com o TCE. Entre as que mais tem ações demoradas estão Penápolis, Birigui e Auriflama.

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