Vereadores
O vereador Valdemir Frederico, o Vadão (PTB), usou a tribuna para defender o reajuste do salário para o cargo, alegando que o município perde o profissional para cidades vizinhas, cujo salário médio inicial é de R$ 7 mil para o mesmo cargo, enquanto em Birigui seria de R$ 3,4 mil.
Os demais questionaram os presentes, que pressionavam pela aprovação da proposta, se eles assinariam um documento sem saber o conteúdo.
“Eu duvido que alguém aqui leu todas as 400 páginas”, questionou o vereador Luiz Roberto Ferrari (DEM) aos colegas.
Eduardo Fonseca de Luca, o Eduardo Dentista (PT), que é servidor concursado da Prefeitura, afirmou que o projeto traz ganho para os escriturários e pessoas que têm curso superior. Porém ele disse teve dúvidas não esclarecidas pela empresa responsável pela apresentação do texto e que não entendeu o motivo de seis pessoas da Prefeitura serem extremamente beneficiadas com o assunto, referindo-se aos procuradores jurídicos, que poderão ter salários maiores do que o prefeito.
Leitura
Fabiano Amadeu (Cidadania) lembrou ainda que, para ser votado em regime de urgência, o projeto precisaria ser lido na íntegra, o que levaria umas seis horas. “A real é que a empresa demorou para enviar esse projeto para cá. Era para terem enviado para a Câmara há umas duas semanas e protocolaram ontem (segunda-feira)”, disse.
O líder do governo na Câmara, Andrey Servelatti (PSDB) destacou que o projeto foi feito por uma fundação ligada à USP (Universidade de São Paulo), a Sada Assed. Concordou que o texto é longo, porém ainda assim pediu voto favorável aos colegas.
César Pantarotto Júnior (Pode) rebateu dizendo que não é porque o profissional é da USP que ele iria acreditar cegamente nele.
Além de Andrey, votaram pela discussão em regime de urgência apenas os vereadores Fabiano Amadeu, Carla Cristina Bianchi (PSD) e Cláudio Barbosa de Souza, o Kal (PSB).
Determinação judicial
O projeto que prevê a reforma administrativa na Prefeitura de Birigui cumpre determinações da Justiça, em decisão transitada em julgado (fase do processo em que não é mais possível apresentar recursos).
O Ministério Público apontou a existência de 309 cargos comissionados inconstitucionais. Segundo a administração municipal, esses cargos considerados ilegais foram criados em gestões anteriores.
