Clínica Theros Dor em Foco

Acostumou a viver com dor? Entenda por que isso não deve ser ignorado

Conviver com o desconforto por meses pode alterar a percepção da dor e comprometer a rotina, o sono e a qualidade de vida

Clínica Theros - Dor em Foco*
22/10/26 às 08h00

Conviver com uma dor por semanas, meses ou até anos pode fazer com que o desconforto seja incorporado à rotina. Muitas pessoas continuam trabalhando, cuidando da casa e realizando suas atividades normalmente, mesmo sentindo dor, e acabam adiando a busca por ajuda especializada.

O problema é que a persistência da dor pode modificar a forma como o organismo responde aos estímulos. Com o passar do tempo, o sistema nervoso pode passar a amplificar a percepção dolorosa, tornando o quadro mais complexo e interferindo em diferentes aspectos da vida, como o sono, a disposição, a concentração e a capacidade de realizar atividades cotidianas.

Por isso, identificar quando uma dor deixa de ser um sintoma passageiro e passa a exigir uma investigação mais específica é fundamental. De acordo com a Dra. Priscilla Fagundes, médica anestesiologista e especialista no tratamento da dor, o período natural de recuperação de uma lesão é um dos principais critérios para essa avaliação.  “Em média, o prazdo da recuperação de uma dor é três meses. Até três meses, o corpo tem a capacidade de melhorar junto com a ação médica, medicamentosa ou cirúrgica. Quando essa dor não se resolve nesse período natural, com ou sem ajuda médica, esse paciente passa a ter a dor crônica” , explica a especialista.

A médica ressalta que a forma como a dor é sentida não determina se ela é crônica. Ela pode aparecer como queimação, latejamento ou choque. O principal critério é a persistência do quadro.

Um exemplo citado pela especialista é a enxaqueca. Embora seja uma doença geralmente acompanhada por um neurologista, a persistência das crises mesmo após o tratamento pode indicar a necessidade de uma avaliação especializada em dor. Nesses casos, outras estratégias podem ser consideradas para ampliar o controle dos sintomas.  “Quando o paciente fez todo o tratamento e continua tendo a crise, não tem resolutividade. Ele pode procurar um especialista em dor, porque esse profissional vai trazer técnicas diferentes para o controle da dor” , afirma a Dra. Priscilla Fagundes.

Acostumar com a dor 

Um dos pontos mais importantes destacados pela especialista é o risco de a dor persistente modificar a maneira como o cérebro interpreta os estímulos. Esse processo é conhecido como sensibilização central e pode ocorrer quando o sistema nervoso recebe sinais dolorosos de forma repetida e prolongada.

Segundo a Dra. Priscilla Fagundes, essa exposição contínua pode levar o cérebro a amplificar a percepção da dor. “O cérebro começa a ficar doente e a amplificar a leitura da dor” , explica.

Esse mecanismo ajuda a compreender por que pacientes podem apresentar dores persistentes mesmo quando exames de imagem ou de sangue não apontam alterações capazes de explicar os sintomas. “Para dor crônica, você não precisa ter um exame mostrando a dor. Você não precisa fazer uma ressonância, um exame de sangue e provar para todo mundo. A dor crônica pode ser só essa sensibilização central” , afirma a especialista.

Por isso, uma investigação adequada não deve considerar apenas os resultados dos exames, mas também a história do paciente, os sintomas e a maneira como a dor interfere na vida cotidiana.

Dor afeta o dia a dia 

O impacto da dor crônica vai muito além do desconforto físico. Segundo a Dra. Priscilla Fagundes, pacientes que convivem com dor por longos períodos podem enfrentar dificuldades para dormir, fadiga, problemas de memória, concentração e redução da capacidade de manter atividades da rotina.

A médica explica que a relação entre dor e sono pode criar um ciclo difícil de interromper.  “O paciente com dor, quando ele deita, o cérebro não desliga o estímulo doloroso. Ele mantém em vigília a noite inteira. Aí ele não dorme direito e, no dia seguinte, vai ter fadiga e sono no trabalho” , explica.

A falta de descanso também pode contribuir para o aumento da percepção dolorosa, criando um ciclo de dor, cansaço e piora da qualidade de vida.

Outro problema é a incompreensão enfrentada por muitos pacientes. Como algumas pessoas conseguem continuar trabalhando, conversando e realizando atividades mesmo sentindo dor, familiares e colegas podem duvidar da intensidade dos sintomas. “Tem dores como a fibromialgia que não tem diagnóstico. O paciente sente dor e a pessoa que está com você ou trabalha com você não acredita que exista uma dor” , relata a especialista.

Dra. Priscilla chama atenção ainda para o chamado “divórcio social”, quando o paciente começa a se afastar da família, do trabalho e da convivência social em razão das limitações provocadas pela dor.

Tratamento 

Uma das principais conclusões apresentadas pela médica é que não existe uma receita única para tratar a dor. Dois pacientes com a mesma doença podem precisar de abordagens completamente diferentes.  “Se eu tenho no meu consultório dois pacientes que têm fibromialgia, o tratamento não é o mesmo. Às vezes, para este caso de fibromialgia eu preciso dar atenção a um ponto específico e, para o outro paciente, é outro ponto que eu tenho que tratar” , explica.

Segundo a especialista, compreender a dor exige olhar para além do sintoma físico. A percepção dolorosa também pode ser influenciada por fatores emocionais, experiências anteriores e pela própria história de vida do paciente, aspectos que precisam ser considerados durante a avaliação. “A dor é uma experiência muito complexa. Ela não é só o ato de cortar. A dor vai muito além disso, vai a experiência do que o paciente teve a vida inteira, o emocional do paciente. Então, na avaliação da dor, todos esses fatores são muito importantes para escolher o melhor tratamento” , afirma a Dra. Priscilla Fagundes.

Por isso, o atendimento especializado pode envolver uma investigação detalhada e, em muitos casos, uma equipe multidisciplinar. Medicamentos e procedimentos podem fazer parte do tratamento, mas mudanças nas atividades, acompanhamento de outros profissionais e compreensão da doença também podem ser necessários.

Especialista em dor e anestesia, Dra. Priscilla Fagundes possui formação pelo Hospital Sírio-Libanês e pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, da USP. Também realizou formação em dor intervencionista em Nova York e atua na Clínica Theros, em Araçatuba.

SERVIÇO

A Clínica Theros Dor em Foco oferece à população da região um serviço especializado essencial para a qualidade de vida de quem convive com dor.

Especialista em dor e anestesia, Dra. Priscilla Fagundes realizou formação no Hospital Sírio-Libanês e no Hospital das Clínicas de São Paulo, além de especialização em dor intervencionista em New York. 

Para pacientes que convivem com dores recorrentes, intensas ou que não apresentam melhora com o tratamento realizado, a recomendação é buscar avaliação médica para investigar a causa e definir a conduta mais adequada para cada caso.

Endereço: Avenida Waldir Felizola de Moraes, 888, no edifício The Tower, sala 83 - Araçatuba (SP); 
Araçatuba: (18) 3175-0074 | (18) 98109-0700

Londrina: (43) 99813-4224 | (18) 3323-9630

São Paulo: (11) 97471-0080 

*Conteúdo de responsabilidade do anunciante

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