O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, emitiu um alerta na quinta-feira (5), indicando que o ano de 2023 está se encaminhando para se tornar o mais quente já registrado, com a temperatura média global atualmente 0,52ºC acima da média normal.
Os cientistas apontaram que as mudanças climáticas, combinadas aos efeitos do fenômeno El Niño, responsável pelo aquecimento das águas superficiais no leste e centro do Oceano Pacífico, têm desempenhado um papel significativo no aumento das temperaturas recordes recentes.
De acordo com o instituto, a temperatura global de janeiro a setembro também está 1,4ºC mais alta do que a média pré-industrial (período de 1850 a 1900). Isso ocorre à medida que as mudanças climáticas continuam a estabelecer novos recordes de temperatura global, impulsionadas pelos fenômenos climáticos de curto prazo.
O mês passado foi o setembro mais quente já registrado globalmente, com uma temperatura 0,93°C acima da média para o mesmo mês entre 1991 e 2020. A temperatura global mensal foi a mais atípica registrada desde o início dos dados do conjunto ERA5, que remonta a 1940.
Embora o ano passado não tenha quebrado recordes, o mundo ainda experimentou um aumento de 1,2ºC na temperatura em relação à era pré-industrial. Os recordes anteriores pertenciam a 2016 e 2020, quando as temperaturas médias foram cerca de 1,25°C mais altas.
A análise do órgão se baseia em bilhões de medições de satélites, navios, aeronaves e estações meteorológicas.
Com informações de Agência Brasil
