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Dra Vanessa Calil reforça a importância de procurar o atendimento médico e realizar a avaliação cardiológica no período pós-covid

Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto sintomas como tosse, falta de ar, dores no corpo devem ser valorizados nessa população.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
07/08/21 às 07h16
Dra Vanessa Calil

A infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que antes estavam compensadas. Pacientes com doenças cardiovasculares prévias têm, por vezes, alterações em seu sistema imunológico além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a evolução da doença. 

Pacientes com doenças crônicas, hipertensão arterial, diabetes mellitus e que já tiveram alguma doença cardíaca como infarto agudo do miocárdio ou insuficiência cardíaca ou passaram por alguma cirurgia cardiovascular, apresentam certamente um maior risco. Nesse grupo existe uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pelo covid-19, mas sim por apresentar maiores e mais graves complicações. 

 O cuidado é necessário e igual para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, mesmo tendo apenas hipertensão ou diabetes, a prevenção deve ser dobrada, para que eles não adquiram a doença. Portanto, devem evitar aglomerações, sempre que possível trabalhar de casa, evitar contato próximo com pessoas que voltaram de viagem de lugares onde o surto esteja mais prevalente. Isolamento domiciliar deste grupo é mais recomendado para que não sejam contaminados com o vírus.

 Pelo seu alto poder de contágio, além de permanecer por muito tempo fora do corpo humano, às medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos, por exemplo, são prioridade e devem ser estimuladas em pacientes cardiopatas, principalmente em locais onde o foco de contaminação é maior.

 Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto sintomas como tosse, falta de ar, dores no corpo devem ser valorizados nessa população. Os tratamentos sugeridos em diretrizes para pacientes cardiopatas podem oferecer proteção adicional nesses casos e devem ser avaliados individualmente. Dai a importância de procurar o atendimento médico e realizar a avaliação cardiológica também no período pós-covid. Outro item importante para que se deve atentar são para as vacinas de gripe e pneumonia devem estar em dia nessa população, com o objetivo de evitar uma infecção secundária caso acometido pelo novo coronavírus. 

 É recomendável triar os pacientes infectados pelo COVID-19 que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras doenças crônicas para atendimento prioritário. Os sintomas de um infarto agudo do miocárdio ou de descompensação de insuficiência cardíaca podem estar mascarados pelos sintomas do novo coronavírus. Por isso é importante que os pacientes cardiopatas sigam o tratamento corretamente, além de estar em dia com as vacinas e lavar as mãos com elevada frequência

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