O Mês de Junho é marcado pelas festividades juninas e a chegada do inverno, mas não é apenas isso. Ele também carrega a missão da Conscientização da Saúde Mental, sobretudo da Saúde Mental Masculina. Em uma sociedade onde ainda se tem a ideia de que “homem não chora”, é necessário romper com o silêncio e falar sobre o assunto.
O Mês da Conscientização da Saúde Mental Masculina surge como uma iniciativa de suma importância para os desafios emocionais enfrentados pelos homens de todas as idades. A proposta está além da simples informação, é necessário à escuta, o acolhimento e à quebra de estigmas sociais que silenciam o sofrimento do sexo masculino.
Dados globais apontam que os homens apresentam índices significativamente mais altos de suicídio, substâncias e resistência na busca por ajuda psicológica. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, mais de 70% das mortes por suicídio são de homens, uma estatística alarmante que enfatiza a necessidade de abordar temas sobre a saúde mental masculina.
Entre os transtornos mais comuns que atingem o público masculino, estão a ansiedade, depressão, o esgotamento emocional e a dependência química. Muitos homens foram ensinados desde a infância a “engolir o choro”, “aguentar firme” e a esconder a própria dor. A dificuldade na verbalização dos sentimentos, somada ao julgamento, torna a saúde mental dos homens uma questão de saúde pública.
A Secretaria de saúde de Três Lagoas também alerta a população local sobre o tema. O coordenador da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), Igor Paez, informou que a população pode estar procurando às unidades de saúde mental da cidade.
O CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial) e o CAPS AD (Álcool e Drogas), funcionam sob livre demanda para caso graves, severos e persistentes. Ambos oferecem atendimentos psiquiátrico, além de psicoterapia, terapia de grupos, oficinas terapêuticas, entre outros serviços.
