Sueli Batista Damasceno. (Foto: Arquivo/Hojemais Três Lagoas)
Nesta segunda-feira (7), o Brasil celebra o
Dia da Independência
, feriado nacional que marca a proclamação da independência do país em relação a Portugal, ocorrida em 1822.
Para marcar a data, o
Hojemais relembra o poema “A Pátria”, de Sueli Batista Damasceno
, poetisa que considera-se três-lagoense de coração. Na obra, a autora apresenta uma reflexão sobre o país a partir de sentimentos de amor, mas também de crítica a problemas sociais e ambientais.
Ao longo dos versos, Sueli destaca a beleza da
natureza brasileira, dos rios, dos animais e da diversidade de seu povo
, enquanto questiona práticas como o desmatamento, as queimadas, a poluição, a violência e a desigualdade.
No trecho final, a autora amplia a reflexão ao questionar o próprio significado de independência e relacioná-lo à sua identidade e trajetória pessoal como
poetisa, professora e brasileira
.
Por Sueli Batista Damasceno
Essa pátria que eu amo
Tem tantas coisas que não amo!
Amo a natureza e desamo
-desmatamento e queimadas!
Essa pátria que eu amo
Tem rios maravilhosos, caudalosos imensos,
Verde claro, verde escuro.
Amo os rios e desamo
A poluição destruidora
Que homens insensatos praticam!
Essa pátria que amo tem animais
Pássaros, joaninhas, borboletas e.
Canário cantador
Amo o canto dos pássaros e o chilrear dos insetos
Desamo a arma do predador
Que dá fim nos meus amores!
Essa pátria que amo tem crianças
Moleque de rua, sem terra,
Sem escola, sem amor.
Tem gente negra, morena trigueira que.
Juntos com os índios que
Aqui tem, enfeitam minha.
Terra amada idolatrada
Salvo, salvo
Eu amo os moleques de rua,
As gentes morenas trigueiras
Desamo, aqueles que sem.
Nenhum amor, sem pudor.
Faz sofrer, bate judia·.
Dos meus amores
Essa pátria que amo
Será mesmo que tem independência?
Eu, as independências que tenho e amo são:
- ser poetisa...ser professora...
E ser brasileira Graças à Deus!!!