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Poema “A Pátria”, de Sueli Batista Damasceno, celebra o amor e as contradições do Brasil

Em homenagem ao Dia da Independência, Hojemais relembra obra da poetisa três-lagoense de coração que reflete sobre natureza, desigualdade e o significado de ser brasileiro.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
07/09/26 às 12h00
Sueli Batista Damasceno. (Foto: Arquivo/Hojemais Três Lagoas)

Nesta segunda-feira (7), o Brasil celebra o Dia da Independência , feriado nacional que marca a proclamação da independência do país em relação a Portugal, ocorrida em 1822.

Para marcar a data, o Hojemais relembra o poema “A Pátria”, de Sueli Batista Damasceno , poetisa que considera-se três-lagoense de coração. Na obra, a autora apresenta uma reflexão sobre o país a partir de sentimentos de amor, mas também de crítica a problemas sociais e ambientais.

Ao longo dos versos, Sueli destaca a beleza da natureza brasileira, dos rios, dos animais e da diversidade de seu povo , enquanto questiona práticas como o desmatamento, as queimadas, a poluição, a violência e a desigualdade.

No trecho final, a autora amplia a reflexão ao questionar o próprio significado de independência e relacioná-lo à sua identidade e trajetória pessoal como poetisa, professora e brasileira .

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A Pátria

Por Sueli Batista Damasceno


Essa pátria que eu amo

Tem tantas coisas que não amo!

Amo a natureza e desamo

-desmatamento e queimadas!

Essa pátria que eu amo

Tem rios maravilhosos, caudalosos imensos,

Verde claro, verde escuro.

Amo os rios e desamo

A poluição destruidora

Que homens insensatos praticam!

Essa pátria que amo tem animais

Pássaros, joaninhas, borboletas e.

Canário cantador

Amo o canto dos pássaros e o chilrear dos insetos

Desamo a arma do predador

Que dá fim nos meus amores!

Essa pátria que amo tem crianças

Moleque de rua, sem terra,

Sem escola, sem amor.

Tem gente negra, morena trigueira que.

Juntos com os índios que

Aqui tem, enfeitam minha.

Terra amada idolatrada

Salvo, salvo

Eu amo os moleques de rua,

As gentes morenas trigueiras

Desamo, aqueles que sem.

Nenhum amor, sem pudor.

Faz sofrer, bate judia·.

Dos meus amores

Essa pátria que amo

Será mesmo que tem independência?

Eu, as independências que tenho e amo são:

- ser poetisa...ser  professora...


E ser brasileira Graças à Deus!!!

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