Um padre de uma pequena cidade do interior de Minas Gerais chamou atenção nas redes sociais após recusar pedidos para batizar bebês reborn, bonecos ultrarrealistas.
A atitude do religioso provocou discussões acaloradas online sobre a natureza e os limites dos rituais religiosos.
O padre, conhecido por sua postura conservadora, justificou sua decisão afirmando que o batismo é um sacramento dedicado a seres humanos e não poderia ser estendido a objetos, mesmo que muito realistas.
"A igreja valoriza a vida humana e o batismo é um compromisso espiritual que requer um ser vivo", comentou o religioso em uma das suas homilias gravadas.
Embora alguns fiéis apoiassem a atitude do sacerdote, outros questionaram se a negativa não demonstra uma excessiva rigidez doutrinária.
A prática de adquirir e cuidar de bebês reborn tem crescido, especialmente entre colecionadores e pessoas que buscam conforto emocional.
Contudo, o desejo de batizar esses bonecos levanta questões sobre a necessidade de acompanhamento pastoral e aconselhamento emocional adequado.
A repercussão do caso nas redes sociais mostrou uma divisão de opiniões - enquanto alguns defendem a manutenção das tradições religiosas, outros ponderam sobre a adaptabilidade das práticas espirituais aos tempos modernos.
Com informações: O Estado de Minas.
