Saúde & Propósito: Diretor clínico da Oftalmolaser em Três Lagoas, o oftalmologista fala sobre propósito, humanidade e a emoção de transformar vidas através da medicina.
Algumas profissões exigem técnica. Outras exigem sensibilidade.
Mas existem aquelas raras carreiras em que conhecimento e humanidade precisam caminhar lado a lado todos os dias. A medicina é uma delas. E para o médico oftalmologista Douglas Luiz Pereira, devolver a visão de um paciente nunca significou apenas corrigir um problema ocular. Significa devolver autonomia, dignidade, segurança e esperança.
Formado em Medicina há 13 anos pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Douglas construiu uma trajetória marcada pela dedicação, especialização e busca constante pela excelência. Há 10 anos atua como oftalmologista, com formação pelo renomado Instituto Suel Abujamra, onde também realizou fellowship em Retina, Ultrassom e Catarata. Hoje, está à frente da direção clínica da Oftalmolaser, em Três Lagoas.
Mas sua conexão com a oftalmologia nasceu muito antes dos títulos.
Ainda no início da carreira, quando trabalhava em plantões de Pronto Socorro como clínico geral, Douglas percebeu algo que mudaria completamente sua trajetória profissional: a necessidade de ser mais resolutivo na vida das pessoas.
“Muitas vezes eu não conseguia resolver determinados problemas dos pacientes porque dependia de outros processos, outros exames e outros profissionais. Na oftalmologia eu percebi que seria diferente. Eu atendia, fazia exames, operava… eu conseguia acompanhar e resolver”.
Foi justamente essa capacidade de transformar diagnóstico em solução que despertou nele o verdadeiro propósito da profissão.
“O que eu sempre busquei na vida foi resolutividade”.
Dentro da oftalmologia, outro encontro marcaria profundamente sua carreira: o convívio com o Dr. Suel Abujamra, médico reconhecido mundialmente e referência na área da retina.
Douglas relembra com admiração não apenas o conhecimento técnico do mentor, mas principalmente a humanidade, o cuidado com os pacientes e a paixão constante pelo aprendizado — mesmo aos 82 anos de idade.
“A atenção que ele dispensava para cada paciente, a vontade de aprender e as habilidades cirúrgicas me encantaram profundamente”.
Foi ali que nasceu sua paixão pela Retina — uma das áreas mais delicadas e desafiadoras da oftalmologia, responsável por tratar casos complexos como descolamento de retina, retinopatia diabética, traumas oculares e complicações cirúrgicas.
E talvez seja justamente nessa complexidade que Douglas encontrou sua maior motivação profissional.
“Poder ajudar uma pessoa a enxergar novamente e ver essa alegria nos olhos dela não tem preço”.
A frase é simples. Mas carrega o peso emocional de quem entende que visão vai muito além da capacidade de enxergar. É independência. É qualidade de vida. É voltar a reconhecer rostos, caminhos, cores e momentos.
Mesmo apaixonado pela profissão, Douglas também reconhece os desafios da medicina no Brasil. Entre eles, a dificuldade de grande parte da população em acessar serviços de qualidade e os casos em que o tratamento chega tarde demais.
“Uma das partes mais difíceis é quando o paciente demora muito para procurar ajuda e já não conseguimos devolver a visão”.
Ainda assim, ele acredita que a essência da medicina continua sendo o ser humano.
E talvez nenhuma frase represente melhor sua filosofia de vida do que a mensagem que deixa aos leitores:
“Não se pode ser melhor médico do que é como ser humano”.
Para Douglas, empatia, honestidade, caráter e humanidade não são qualidades opcionais. São princípios fundamentais para qualquer profissão — e para qualquer pessoa.
“Antes de sermos profissionais, somos pessoas”.
Em um tempo em que muitos enxergam apenas resultados, Douglas Luiz Pereira escolheu enxergar pessoas.
E talvez seja exatamente isso que faz sua trajetória ser tão inspiradora.
