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Brasileiros ainda têm quase R$ 10 bilhões para resgatar em valores esquecidos, diz Banco Central

Recursos esquecidos em contas bancárias continuam disponíveis no Sistema de Valores a Receber, que não tem prazo final para solicitação.

Da Redação
10/12/25 às 08h02
Imagem: Arquivo

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (9), em Brasília, um novo levantamento do Sistema de Valores a Receber (SVR), que aponta a existência de R$ 9,92 bilhões ainda não resgatados por clientes que deixaram dinheiro esquecido em instituições financeiras. O balanço considera valores acumulados até o mês de outubro e, segundo a autarquia, todo o montante continua disponível para saque.

Do total, R$ 7,73 bilhões pertencem a pessoas físicas, o que representa cerca de 48,7 milhões de brasileiros. Outros R$ 2,19 bilhões correspondem a valores devidos a aproximadamente 4,9 milhões de empresas. Os recursos são provenientes de saldos remanescentes em contas e serviços financeiros diversos. Desde a implantação do SVR, o Banco Central já devolveu R$ 12,6 bilhões aos titulares, e o sistema permanece acessível para todos os perfis de clientes, inclusive para consultas relacionadas a pessoas falecidas.

O Ministério da Fazenda esclareceu que não há prazo final para solicitar a devolução dos valores. Embora o cronograma inicial previsse o encerramento do serviço em outubro de 2024, a decisão do governo foi manter o sistema aberto de forma permanente, garantindo que os recursos não sejam perdidos por falta de consulta. A pasta reforçou que os interessados podem acessar o SVR a qualquer momento.

A busca pelos valores deve ser feita exclusivamente pelo site oficial valoresareceber.bcb.gov.br, único canal autorizado para esse tipo de consulta. O Banco Central orienta que, sempre que possível, o cidadão informe uma chave Pix para receber o valor automaticamente. Caso não possua chave cadastrada, o interessado deve entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável para seguir o procedimento indicado.

No caso de titulares falecidos, o sistema permite que herdeiros, inventariantes ou representantes legais realizem a consulta mediante preenchimento de um termo de responsabilidade digital. Nessas situações, é necessário comprovar o vínculo legal com o titular e apresentar os documentos exigidos, conforme as regras estabelecidas por cada instituição financeira.

Desde o dia 27 de maio, o Banco Central também passou a disponibilizar o recurso de solicitação automática para pessoas físicas que possuem chave Pix vinculada ao CPF. Com essa alternativa, não é mais necessário acessar o sistema com frequência, já que a devolução ocorre diretamente na conta informada, ficando sob responsabilidade das instituições financeiras. O BC ressalta que não envia notificações sobre o crédito, e que o valor é depositado automaticamente.

As instituições que ainda não aderiram ao modelo de devolução automática seguem exigindo solicitação manual, o que também se aplica a contas conjuntas. Nesses casos, cada banco estabelece seus próprios prazos, formas de pagamento e exigências documentais. A orientação é que os usuários sigam rigorosamente as instruções fornecidas por cada instituição.

O governo e o Banco Central alertam para tentativas de golpe envolvendo o SVR. Segundo as autoridades, não há contato por telefone, mensagens ou e-mails para solicitar senhas, códigos ou dados pessoais. O acesso ocorre exclusivamente pelo site oficial, e qualquer abordagem externa deve ser ignorada.

 

Para aumentar a segurança, o Banco Central implementou, em fevereiro, mudanças no acesso ao sistema. Atualmente, é obrigatório possuir conta gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas, medida adotada após o aumento de tentativas de fraude.

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