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Golpe usa dados reais e simula cobranças da Receita Federal

Criminosos criam sites falsos semelhantes ao Gov.br e enviam cobranças por WhatsApp, SMS e e-mail

Da Redação
06/12/25 às 11h14
Imagem: Arquivo

Criminosos estão utilizando dados reais de contribuintes, como nome completo, CPF e até endereço, para aplicar golpes que simulam cobranças falsas em nome da Receita Federal. A prática tem se expandido em todo o país e motivou o órgão a emitir um alerta após o aumento de relatos registrados nos canais de atendimento.

Segundo a Receita Federal, as tentativas de fraude chegam principalmente por WhatsApp, mensagens de texto (SMS) e e-mails. As mensagens normalmente contêm links que levam a páginas falsas, visualmente semelhantes ao Portal Gov.br, com uso indevido de brasões oficiais, cores e layout que imitam sites governamentais. Para tornar o golpe mais convincente, os criminosos inserem dados pessoais verdadeiros das vítimas nos documentos falsificados.

A Receita esclarece que não realiza qualquer tipo de cobrança por aplicativos de mensagens, e-mail ou por meio de links externos. Todas as comunicações oficiais sobre pendências, débitos ou outras informações fiscais são disponibilizadas exclusivamente no e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, acessado pelo site oficial do órgão.

A orientação é que, diante do recebimento de mensagens suspeitas acompanhadas de links, o contribuinte não clique e procure informações diretamente no portal oficial, digitando o endereço no navegador. Um dos principais indícios de fraude é o endereço eletrônico, já que os sites falsos não pertencem ao domínio gov.br.

Além disso, essas mensagens costumam utilizar estratégias de pressão psicológica, como prazos curtos para pagamento, ameaças de bloqueio de CPF ou de contas bancárias e promessas de descontos para quitação imediata. Esse tipo de abordagem é comum em golpes digitais, justamente para impedir que a vítima tenha tempo de verificar a veracidade da informação.

Outro ponto que preocupa a Receita é o uso de dados reais dos contribuintes. As informações são obtidas ilegalmente, muitas vezes a partir de vazamentos de grandes bases de dados, e usadas para dar aparência legítima às falsas cobranças.

Diante desse cenário, a Receita Federal reforça as recomendações aos contribuintes:

  • Não clicar em links enviados por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais;

  • Consultar possíveis pendências apenas pelo e-CAC, acessado exclusivamente no site oficial;

  • Desconfiar de mensagens com termos como “último aviso”, “pague agora” ou “urgente”;

  • Ignorar ameaças de bloqueio de documentos e ofertas de descontos imediatos.

 

Em caso de dúvida, a orientação é buscar sempre os canais oficiais da Receita Federal, acessados manualmente, e nunca por links encaminhados por terceiros. As informações são da Agência Brasil.

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