A Justiça de Três Lagoas condenou duas pessoas pelo assassinato de uma vítima ocorrido em 2011. A vítima foi morta a tiros após sair de casa, momentos depois de receber uma ligação telefônica.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o crime foi articulado pelo ex-companheiro da vítima em conjunto com sua então amante e um terceiro executor. Durante o julgamento no Tribunal do Júri, o Promotor de Justiça Luciano Anechini Lara Leite, da 9ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas, sustentou a tese da coautoria e mando do homicídio, que foi acolhida pelo Conselho de Sentença.
O ex-companheiro foi condenado a 16 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, enquanto a amante recebeu pena de 12 anos de reclusão por homicídio qualificado, ambos em regime fechado. A complexidade do processo foi marcada por tentativas de criar álibis e desviar a culpa para terceiros, mas o júri manteve a acusação apresentada pelo MPMS.
Apesar da condenação, ambos os réus poderão recorrer em liberdade. No entanto, diante da pena superior a 15 anos, o MPMS já anunciou que irá recorrer da decisão para que a pena seja cumprida imediatamente.
O caso evidencia não apenas a atuação decisiva do Ministério Público e do Tribunal do Júri, mas também a urgência em combater a violência doméstica e o feminicídio. Três Lagoas é considerada a capital do feminicídio em Mato Grosso do Sul e ocupa o segundo lugar no ranking nacional proporcionalmente ao número de habitantes.
