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Mães x filhos x ensino remoto: quem ganha esta batalha?

Façam suas apostas

Daniela Galli - Hojemais Três Lagoas
25/03/21 às 13h25

Com a mudança de rotina em todas as casas, pais em home office e filhos com ensino remoto, todas as famílias tiveram que fazer suas adaptações dentro de casa. As mães, que estão mais próximas dos filhos, são as que mais estão sofrendo com todo mundo dentro de casa. 


“Não está sendo fácil nem para nós pais e nem para os alunos. A cada dia é uma surpresa, uma maneira de como temos que lidar com esta situação. Desde o ano passado enfrentamos essa pandemia”, desabafa Danielle Costa. 

Ela é mãe de uma menina de 8 anos, que está no ensino fundamental I e conta que em 2020 as escolas estavam em fase de adaptação, as aulas eram gravadas e enviadas por um aplicativo de conversa. “E a gente tinha que se virar! Este ano está bem melhor.”

A rotina da filha de Danielle é similar ao que seria na escola. “As aulas vão das 7h ao meio dia, que é o horário normal mesmo. É tudo ao vivo, com todos os alunos ao mesmo tempo, todos conseguem se ver e tirar as dúvidas com os professores.”

Mesmo assim ela sabe que não é a mesma coisa do que enviar a filha para a escola. “Nós temos que ter muita paciência, atenção e jeito pra explicar as atividades. Eu faço faculdade também, tem dia que junta tudo: tarefa dela, minha, casa, família, namorado, aí a gente surta!”

Para dar conta do recado, Danielle explica que contratou uma professora particular, para ajudar com os problemas de matemática duas vezes por semana. Isso, segundo ela, pesou no orçamento. “A escola é particular e não ofereceu nenhum desconto, mesmo com o ensino remoto.”

Este ano, Talita Silva, já está conseguindo ver o lado bom da criança estar em casa. Foi ela quem fez a opção pelo ensino remoto quando matriculou a filha na escola. “Fiz isso por que não estou trabalhando no momento. A cada atividade nós aprendemos juntas. Ela está descobrindo o mundo e eu me redescobrindo como mãe.”

Ela confessa que nem todos os dias são tranquilos assim. “Às vezes é corrido e estressante, ela não quer fazer as atividades, mas com muito amor conseguimos lidar com isso. A vontade de ensinar e contribuir pra formação dela é muito maior.”

Talita explica ainda que faz questão de não deixar toda a obrigação da educação da filha com a escola. “Não são somente os professores que devem fazer isso. A primeira lição se aprende em casa.”

Para Adriana Lisboa, a situação está bem complicada. Ela tem gêmeos de 3 anos, uma filha de 13 e um bebê de dois meses. “Estou achando tudo muito difícil. As escolas estão pedindo muito material: palito de picolé, crachá, luvas. Nem sempre temos isso em mãos.”

Outra reclamação dela é a cobrança da escola. “Além disso temos que fotografar tudo e enviar pelo whats app, tem que entregar as atividades na escola. Está bem difícil. Nós pais não temos preparo e os professores estão se baseando na sala de aula.”

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