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População idosa cresce 53% em 12 anos e bate recorde de participação no mercado de trabalho, aponta IBGE

O estudo mostra que esse grupo está cada vez mais presente no mercado de trabalho e atingiu o equivalente a 1 em cada 4 idosos trabalhando.

Da Redação
04/12/25 às 10h13
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A população idosa brasileira, pessoas com 60 anos ou mais, cresceu de 22 milhões para 34,1 milhões entre 2012 e 2024, um salto de 53,3%, segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2025, divulgada pelo IBGE.

O estudo mostra que esse grupo está cada vez mais presente no mercado de trabalho e atingiu, em 2024, o maior nível de ocupação da série histórica: 24,4%, o equivalente a 1 em cada 4 idosos trabalhando.

Os homens seguem mais inseridos que as mulheres: 34,2% dos idosos do sexo masculino estavam ocupados, contra 16,7% das idosas.

Mesmo com a expansão, os idosos registram taxas de desocupação e subutilização menores que a média da população:

? Desocupação: 2,9% (geral: 6,6%)

? Subutilização: 13,2% (geral: 16,2%)

Entre 60 e 69 anos, quase metade dos homens (48%) e pouco mais de um quarto das mulheres (26,2%) permanecem atuando. Após os 70 anos, 15,7% dos homens e 5,8% das mulheres seguem no mercado.

Houve queda no período crítico da pandemia, quando o nível de ocupação caiu para 19,8% (2020), mas a retomada foi contínua até chegar ao recorde atual.

O estudo mostra que esse grupo se insere principalmente por meio do trabalho por conta própria (43,3%) e como empregadores (7,8%), proporções bem acima das registradas entre a população geral.

Os idosos apresentam maior rendimento médio:

? R$ 3.108, valor 14,6% superior ao da população total.

Mas as desigualdades seguem profundas:

? Homens idosos ganham R$ 4.071, enquanto mulheres recebem 33,2% a menos (R$ 2.718).

? Brancos ganham 48,7% mais que pretos e pardos (R$ 4.687 contra R$ 2.403).

? O rendimento-hora de idosos (R$ 25,60) é quase o dobro do pago a jovens de 14 a 29 anos (R$ 13,30).

A taxa de desocupação geral foi de 6,6%, a menor desde 2012. O nível de ocupação também foi o mais alto da série (58,6%). No entanto, cresce o número de trabalhadores sem vínculo formal, que chegaram a 46,5% dos ocupados em 2024.

Em números absolutos, o país atingiu 101,3 milhões de pessoas ocupadas, o maior volume já registrado.

A Síntese de Indicadores Sociais 2025 reúne dados sobre:

• Estrutura econômica e mercado de trabalho

• Padrão de vida e distribuição de rendimentos

• Educação

• Perfil dos idosos no mercado

• Análise sobre trabalhadores pobres (working poor)

O relatório busca compreender a evolução das condições sociais no país e orientar políticas públicas para reduzir desigualdades, que, apesar de alguns avanços, permanecem em níveis elevados.

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