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Reajuste do gás de cozinha impacta consumidores já na próxima semana

O aumento chega aos consumidores um mês depois do último aumento e poucos dias após a entrada em vigor da bandeira vermelha no sistema elétrico

Emily Custódio  - Hojemais Três Lagoas 
04/12/20 às 17h00

A Petrobrás anunciou nesta quinta-feira (3) o reajuste de 5% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha. O aumento chega aos consumidores um mês depois do último aumento – que foi dia 4 de novembro - e poucos dias após a entrada em vigor da bandeira vermelha no sistema elétrico, que vai aumentar as contas de luz em dezembro.

Em 2020, o gás de cozinha acumulou alta de 21,9%, sendo contabilizados nove aumentos do produto nas refinarias da Petrobras. E de acordo com a estatal, isso se deve por conta da recuperação do preço do petróleo no mercado externo e também por conta da alta do dólar.

No início do ano, de janeiro a março, logo no início da pandemia do Covid-19, a Petrobras reduziu cinco vezes os preços do gás, acompanhando a forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional. A redução acumulada, na época, chegou a 21,4%.

Em Três Lagoas o preço do botijão varia de R$ 75 a R$ 80. O reajuste, previsto para chegar nos lares três-lagoense a partir da próxima segunda-feira (7), irá pesar no bolso da população, que poderá encontrar o gás de cozinha entre R$ 85 a R$ 90. 

De acordo com Marçal Rogério Rizzo, economista e professor de Economia e Gestão Pública na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Campus Três Lagoas), o Brasil vem passando por um momento complexo que necessita de atenção das autoridades que atuam junto a área econômica com relação a alta de preços. Estamos sentindo nos bolsos elevação consideráveis dos preços de muitos produtos como o arroz, o feijão, as carnes em geral dentre outros.

“Já notamos que a taxa da inflação já está incomodando, pois diminui o poder aquisitivo da população. Em parte, isso é reflexo da alta do dólar que potencializa as exportações e consequentemente eleva a demanda e os preços dos produtos. Há também reflexos da pandemia que de certa forma interrompeu parte do fluxo de fornecimento de matérias-primas e produtos e isso contribuiu para a elevação dos preços, já que falta produto eleva-se os preços.  Também ocorreu o aumento da demanda de muitos produtos justamente em razão de inserção de renda por meio do auxílio emergencial.  Para fechar os itens de uma ‘tempestade perfeita’ em 2020 estamos passando por uma estiagem que elevou os custos de muitos produtos que é repassado para o preço final que chega até o consumidor”, explicou o professor.

Ele também destacou que o aumento do preço do gás de cozinha também é reflexo do aumento do valor do dólar e dos preços internacionais do petróleo e derivados e a mudança para a bandeira vermelha no sistema elétrico, que é consequência da falta de chuvas que trouxe o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.

“O que deve ser considerado aqui é que aumentos de preços de produtos como o gás de cozinha e da energia elétrica certamente repercutirão diretamente no orçamento das famílias, afinal são itens de primeira necessidade. Hoje dificilmente uma família viveria sem energia elétrica e o gás de cozinha. Outro ponto a ser notado é que a energia elétrica e o gás de cozinha acabam entrando no custo de muitos outros produtos. Vale lembrar que a energia elétrica está em tudo. Está em nossas casas, e também nas indústrias, nas oficinais mecânicas; nos salões de beleza, nos consultórios médicos, nas padarias, nos supermercados enfim, compõe o custo de todos os setores e segmentos. Já o gás de cozinha que também está em nossos lares, também compõe os custos de muitos outros produtos em especial do ramo alimentício”, finalizou Rizzo.

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