Trabalhadores da Santa Casa de Campo Grande iniciaram, nesta semana, uma paralisação por tempo indeterminado em protesto contra o não pagamento do décimo terceiro salário. A mobilização envolve diversas categorias que atuam no hospital e foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Radiologia, José Carrijo.
Segundo Carrijo, uma reunião realizada na última sexta-feira entre representantes dos trabalhadores e a direção da Santa Casa deixou claro que a instituição não dispõe de recursos para efetuar o pagamento integral do benefício. Durante o encontro, a administração do hospital informou que foi apresentada uma proposta de parcelamento em três vezes, com pagamentos previstos para os dias 25 de janeiro, 25 de fevereiro e 25 de março. A proposta, no entanto, foi rejeitada pela categoria.
“Os trabalhadores não aceitam esse parcelamento. O décimo terceiro é um direito e deveria ter sido pago dentro do prazo legal”, afirmou Carrijo. Diante da negativa, os sindicatos decidiram pela paralisação das atividades, ressaltando que o movimento não se caracteriza como greve, mas sim como uma suspensão temporária dos serviços até que o pagamento seja efetuado.
A paralisação não envolve apenas os profissionais da radiologia. De acordo com o sindicalista, o movimento reúne trabalhadores da enfermagem, radiologia, serviços de manutenção, limpeza, copa, lavanderia, além de médicos, demonstrando um clima de forte insatisfação entre os funcionários da instituição. “O pessoal está bastante revoltado. A situação é muito séria”, destacou.
Até o momento, a direção da Santa Casa não divulgou um novo posicionamento oficial sobre a paralisação ou sobre a possibilidade de antecipar o pagamento do décimo terceiro salário. Enquanto isso, o movimento segue sem previsão de encerramento, aumentando a tensão no principal hospital filantrópico de Mato Grosso do Sul.
