- João, você é feliz?
- Muito feliz.
- Por que você é feliz?
- Porque eu faço o jogo do contente.
A espera de um rim, o menino João Vitor Silva de Andrade de 11 anos dá lição de otimismo e esperança para lidar com as dificuldades da vida. A história dele ficou conhecida nesta semana por causa de dois sonhos: ter uma festa de aniversário com tema de polícia e conquistar um novo rim para poder brincar feito criança “dando cambalhotas e muito mortal”, explica pequeno
Segundo o Campo Grande News, o primeiro sonho foi realizado repleto de surpresas no último dia 8 de junho, dia do seu aniversário. João mora Aquidauana e ganhou sua primeira festa de aniversário na vida com a presença e o abraço da Polícia Militar.
João está à espera de um novo órgão desde 2016 porque tem agenesia do rim direito, que corresponde à ausência congênita de um rim. No entanto, o outro rim não funciona corretamente e desde 2011 ele faz tratamento.
A rotina é de viagens de Aquidauana para Campo Grande todos dias para o tratamento. Mãe e filho levantam de madrugada para chegar aqui às 7h da manhã para hemodiálise. “Isso de segunda-feira a sábado”, esclarece a mãe.
Por causa do tratamento é difícil João frequentar a escola, por isso, o estudo é domiciliar. A esperança por um novo rim é para brincar e poder ir à aula. “Quero fazer o transplante para eu fazer coisa boa, brincar, virar mortal, ficar de ponta de cabeça e ir para escola”, diz o menino.
Sobre o jogo do contente que aprendeu com a mãe e a professora, ele diz que é estratégia para ser mais feliz e otimista. “É um jogo da minha imaginação pra eu ficar feliz e o rim chegar logo”, explica.
Cheio de sonhos, depois que o rim “chegar”, segundo João Vitor, ele irá estudar muito para se tornar policial. “Quero fazer a segurança da minha cidade e cuidar das pessoas”.
Sobre o tempo à espera do transplante, ele diz que não desanima. “Eu sei que ele vai chegar porque eu sou feliz”, finalizou. As informações são do Campo Grande News