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UFN3: Por conta da guerra na Ucrânia, governo de MS teme por negócio na compra russa de indústria

A secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul informou que mantém contato com a Petrobras e com a empresa russa, Acron

Redação
04/03/22 às 09h20
Negócio foi fechado com empresa russa. — Foto: Chico Ribeiro/Reprodução

Visto as sanções econômicas impostas à Rússia, o governo de Mato Grosso do Sul teme pelo andamento da construção e finalização do negócio da compra da UFN3, indústria de fertilizantes e nitrogenados em Três Lagoas (MS), pela Acron, empresa russa.
A Guerra na Ucrânia vem provocando reflexos e preocupa o andamento da compra da indústria de fertilizantes. O governo de Mato Grosso do Sul acendeu o alerta.

Em nota, a secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), disse que mantém contato com a Petobras, dona do empreendimento, e com o grupo russo Acron, possível comprador, é que não há desistência do negócio. A Petrobras informou que tem acompanhado os desdobramentos do caso.

O governo de Mato Grosso do Sul apontou como claro o entendimento de que a Guerra na Ucrânia pode trazer dificuldades ao negócio. Os prazos, antes previstos para a finalização da unidade de fertilizantes, devem ser revistos.
A retomada da obra da UFN3, em Três Lagoas, é vista como estratégia para o Brasil e Mato Grosso do Sul reduzirem a dependência da importação de fertilizantes.
 

Compra dada como certa
 
A compra da indústria foi dada como certa pela Petrobras e confirmada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no dia 4 de fevereiro. Representantes da Acron estiveram em Campo Grande, em fevereiro, em reunião com integrantes do governo de Mato Grosso do Sul.
A reunião discutia a retomada dos investimentos na unidade, que está com obras paradas desde 2014. No entanto, por conta da Guerra na Ucrânia, o negócio está com compasso de espera.
O g1 entrou em contato com a Petrobras e com a Acron pedindo atualizações sobre a negociação, mas até o fechamento desta notícia não obteve respostas.
 

Preocupação com a compra de fertilizantes
 
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta quarta-feira (2) que não há risco de desabastecimento de fertilizantes para a safra atual brasileira e que busca alternativas para a safra que se iniciará em setembro.
 
O receio de escassez de fertilizantes químicos, ferramenta usada pelos agricultores para aumentar a produtividade do solo, é motivado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, que restringiu os fluxos comerciais dos dois países. A Rússia fornece 23% dos fertilizantes importados pelo Brasil.

(*) G1 MS
 

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